Forças Armadas normalizaram votação no Rio,diz presidente do TSE

domingo, 5 de outubro de 2008 16:30 BRT
 

BRASÍLIA, 5 de outubro (Reuters) - As tropas federais enviadas a 460 cidades durante as eleições municipais não se envolveram em incidentes neste domingo, disse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto.

No Rio de Janeiro, onde as Forças Armadas chegaram com antecedência, as tropas foram consideradas essenciais para garantir a segurança da eleição

"A situação do Rio de Janeiro nos preocupava extremamente, era de conflagração. Hoje não é. Está normalizada", afirmou o presidente do TSE em entrevista coletiva.

As forças policiais, no entanto, tiveram que prender 168 pessoas em todo o país ao atender 509 ocorrências. Foram detidos 30 candidatos, a maioria por boca de urna, compra de votos e transporte ilegal de eleitores.

"As coisas transcorrem bem no Rio de Janeiro. No resto do país, tudo está bem administrado. Nós estamos convictos que temos a eleição na mão", disse Britto.

Nas últimas eleições municipais, realizadas em 2004, a Justiça Eleitoral requisitou a presença das Forças Armadas em 344 cidades. Naquele ano, o reforço da segurança custou 13,5 milhões de reais. Em 2008, os gastos subiram para 42 milhões de reais. Só as operações no Rio de Janeiro consumiram 32 milhões de reais.

Segundo Ayres Britto, o orçamento para essas operações teve de ser ampliado por que antes as tropas só eram deslocadas no dia das eleições. Desta vez, as Forças Armadas permaneceram no Rio de Janeiro durante parte da campanha.

As tropas federais foram acionadas depois que traficantes de drogas e integrantes de milícias impediram candidatos de fazer campanha. Segundo denúncias, esses grupos também estariam financiando de forma irregular candidaturas.

"Se não reagíssemos, estaríamos passando recibo de rendição, de que o Estado faliu", disse Britto.   Continuação...