January 30, 2008 / 3:48 PM / 9 years ago

Indústria de SP deve crescer 5% em 2008, diz Fiesp

4 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - Em um movimento sazonal, a produção industrial de São Paulo caiu em dezembro, mas encerrou o ano passado com o melhor crescimento desde 2004, estimulada pela performance melhor que a esperada do mercado interno.

A aposta na manutenção desse cenário interno positivo levou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a prever para 2008 nova taxa significativa de expansão, mesmo levando em conta um pequeno impacto da turbulência internacional.

A atividade industrial paulista cresceu 6,1 por cento em 2007, o dobro da taxa registrada em 2006, de 3 por cento. O dado superou a previsão da Fiesp de algo em torno de 5 por cento, patamar que é também a previsão para este ano.

"Em 2007, o mercado interno cresceu mais que as previsões, em razão do aumento do emprego e da massa salarial. Houve ainda um aumento do crédito, que chegou ao recorde de 35 por cento do PIB, e a confiança do consumidor na economia, que o leva a consumir mais e estimula a produção", disse Walter Sacca, diretor-adjunto de economia da Fiesp.

"O ano de2008 começa bem... com a indústria investindo e contratando. A atividade (industrial de São Paulo) deve crescer perto do PIB em 2008, em 5 por cento."

Crise: Perto, Mas Nem Tanto

Outro índice divulgado pela Fiesp nesta quarta-feira dá suporte a essa visão. Indicador antecedente, o Sensor subiu para 52,2 em janeiro, ante 51,0 em dezembro.

Os componentes de investimento e de emprego atingiram as maiores leituras da série, a 60,3 e 57,2, respectivamente.

Ao comentar esses números, Sacca lembrou ainda que atualmente o Brasil tem mais ferramentas para amenizar o impacto de crises internacionais e descartou um cenário preocupante decorrente dos problemas do setor imobiliário dos Estados Unidos.

"Influência tem, claro. Em um mundo globalizado não podemos considerar que somos uma ilha... Mas o que tudo indica até agora é uma diminuição do crescimento nos Estados Unidos e não uma recessão no ano todo de 2008", disse Sacca.

"E no Brasil temos reservas internacionais adequadas, economia estável e, se precisarmos, podemos baixar juros, como estão fazendo outros países... Passar pelo problema sem estar envolvido, não (vamos), mas passar com efeitos bastante amenizados, sim... O caminho para chegar a (um crescimento da indústria de) 5 por cento é suave."

Atividade Em Dezembro

A Fiesp informou ainda que em dezembro a atividade industrial do Estado caiu 1,3 por cento sobre novembro com ajuste sazonal. Os dois últimos meses do ano costumam ser mais fracos, uma vez que o setor produz antes as encomendas para as festas do período. Em relação a dezembro de 2006, a atividade avançou 7,0 por cento.

As vendas reais da indústria recuaram 3,7 por cento em dezembro sobre novembro, sem ajuste, e subiram 3,6 por cento na comparação anual. Em 2007 como um todo, a alta foi de 4,2 por cento.

A utilização da capacidade instalada atingiu 81,9 por cento em dezembro, contra 84,1 por cento em novembro e 77,8 por cento em igual mês de 2006.

"Abaixo de 85 por cento de uso não causa preocupação", disse Sacca quando questionado sobre se a Fiesp via alguma pressão da demanda sobre a inflação.

A Fiesp divulgou também os dados de novembro, mostrando queda da atividade de 1,2 por cento ante outubro, com ajuste, e alta de 7,9 por cento na comparação anual.

Reportagem de Vanessa Stelzer; edição de Cláudia Pires

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