PETROBRAS quer reduzir parceiras em etanol para atingir meta

quarta-feira, 17 de setembro de 2008 18:23 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 17 de setembro (Reuters) - A Petrobras quer restringir o número de parcerias nas 20 usinas de etanol que pretende construir no Brasil para atingir a meta de 4,75 bilhões de litros do combustível em 2012, informou o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Alan Kardec.

Seguindo a política de desenvolver os projetos com parceiros nacionais e internacionais, Kardec disse que gostaria de ter "no máximo entre 5 e 6 parceiros nacionais e um ou dois internacionais", ressaltando que "adoraria" se a japonesa Mitsui, que assinou o primeiro contrato com a companhia para produção de etanol, fechasse outros acordos.

"Não queremos assinar vários contratos, quanto menos melhor para dar a velocidade que queremos nesse processo...gostaríamos de ter novas parcerias com a Mitsui", disse Kardec, afirmando que no âmbito nacional empresas de grande e médio porte também conversam com a companhia.

Ele explicou que apesar de estar negociando a venda de etanol para os Estados Unidos, em um volume que pode atingir 4 bilhões de litros, quase a totalidade da produção prevista para daqui a quatro anos, o mercado do Japão ainda interessa à Petrobras, mas que os volumes seriam bem menores que para o mercado norte-americano.

No momento, Kardec conversa com uma petrolífera norte-americana sobre exportações para os Estados Unidos, mas não quis revelar o nome devido a contrato de confidencialidade.

"Não vamos desistir nunca do mercado japonês, mas eles precisam ainda definir sua legislação para motores", afirmou o executivo ao ser questionado se o projeto original de abastecer de etanol o mercado japonês teria sido abandonado com as negociações nos EUA.

"Mas teremos etanol para todo mundo, o volume para o Japão não é tão grande", explicou.

A decisão de atuar apenas em exportação de etanol produzido no Brasil poderá ser revista no plano estratégico que a companhia deverá divulgar para o período 2009-2020, disse o executivo.   Continuação...