BNDES vai aportar R$1,5 bi em fundos de agronegócio e energia

quinta-feira, 10 de julho de 2008 20:07 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O BNDES pretende aportar 1,5 bilhão de reais em Fundos de Investimento que serão criados com foco inicial em empresas que atuam nos ramos de etanol, energia, agronegócio e melhora nos níveis de governança.

"Faz parte da estratégia do banco participar dessa indústria. Queremos ajudar na capilaridade, no crescimento das empresas", disse o chefe do departamento de investimentos do BNDES, Eduardo de Sá.

Ele espera que os investimentos do banco alavanquem mais 5,5 a 6 bilhões de reais em investimentos privados

O novo programa do BNDES prevê investimentos em 10 fundos e a participação do banco será de até 20 por cento em fundos da modalidade private equity e 25 por cento nos casos dos fundos de venture capital. O BNDES estima que dos 10 fundos que serão criados, oito deles serão de investimentos em participação (private equity) e dois em empresas emergentes (venture capital).

Os recursos serão aportados nos fundos paulatinamente e Eduardo de Sá projeta que as aplicações ocorrerão ao longo de 4 ou 5 anos.

"Nesse ano, temos problemas de recursos. A demanda é maior que a oferta. Estamos em busca de fontes adicionais. O dinheiro (1,5 bilhão) não sai de uma vez. É um desembolso de no mínimo 4 anos. Então, não vai impactar nosso orçamento", disse Sá a jornalistas

A primeira chamada do programa do BNDES será de 3 fundos na modalidade de private equity e terá como foco investimentos no agrobusiness, cadeia produtiva de álcool, geração de energia através de biomassa e incremento da governança corporativa.

"A definição dos setores foi feita com base na demanda do banco e segmentos em que enxergamos boas oportunidade", afirmou o economista. "Provavelmente, os outros sete fundos não terão o mesmo foco, mas ainda não temos clareza", acrescentou.

O BNDES já tem participação em outros 31 fundos e o montante aplicado é de aproximadamente 1,5 bilhão de reais em 110 empresas de diferentes ramos. "As áreas de tecnologia da informação e energia são as com o maior número de fundos", disse Sá. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)