ELEIÇÃO-PMDB aposta em líderes regionais para seguir competitivo

sexta-feira, 1 de agosto de 2008 16:36 BRT
 

Por Fernando Exman

BRASÍLIA (Reuters) - De olho em 2010, o plano do PMDB nas eleições de outubro é aumentar o número de prefeitos em todo o país. Essa capilaridade, acreditam líderes do partido, manterá a legenda em um papel de destaque no cenário político nacional.

Atualmente, contando os prefeitos que foram eleitos por outros partidos e depois aderiram ao PMDB, a sigla controla 1.308 prefeituras. O objetivo do partido é eleger entre 1.500 e 1.700 prefeitos.

A meta é ambiciosa, já que nas eleições de 2004 o desempenho do PMDB foi pior do que o obtido em 2000. Caiu de 1.250 para 1.059, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo assim, o PMDB continuou a ser o partido com o maior número de prefeitos.

"A capilaridade é o principal instrumento de força do PMDB", argumenta o líder da sigla na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

"Não temos mais líderes nacionais como antes, como Ulysses Guimarães (1916-1992). Temos grandes líderes regionais, como os nossos governadores. O cruzamento dessas lideranças no país todo nos garantirá força nas eleições proporcionais e criará chances de o PMDB ter candidato próprio em 2010."

As últimas tentativas do PMDB de disputar as eleições presidenciais com candidato próprio fracassaram. Em 2006, por exemplo, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto lançaram pré-candidaturas. Desistiram depois de perder disputa interna com a maioria governista (pró-Lula) do partido.

Mesmo sem candidatos próprios, no entanto, o PMDB tem marcado presença nos últimos governos. Como possui um grande número de cadeiras no Congresso, o partido vem trocando apoio ao governo federal no Legislativo por participações em postos do Executivo, como no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Candidatos do PMDB tentam a reeleição em cinco capitais: Salvador, Goiânia, Campo Grande, Porto Alegre e Florianópolis. A sigla quer ainda eleger prefeitos em Macapá, São Luís, Belo Horizonte, Belém, Recife, Curitiba, Rio de Janeiro e Aracaju.   Continuação...