EUA e Grã-Bretanha pressionam Paquistão por eleições livres

segunda-feira, 5 de novembro de 2007 12:32 BRST
 

Por Augustine Anthony

ISLAMABAD (Reuters) - Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha intensificaram nesta segunda-feira as pressões sobre o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, exigindo que as eleições sejam realizadas conforme o previsto, mesmo após seu polêmico decreto de estado de emergência no final de semana.

No mesmo dia, a polícia paquistanesa deteve centenas de advogados que protestavam contra Musharraf, na maior crise enfrentada pelo país desde que ele subiu ao poder, em 1999.

Musharraf e seu primeiro-ministro garantiram nesta segunda-feira que as eleições vão acontecer, sem especificar quando.

O presidente citou como justificativas para a medida anunciada no sábado a atividade crescente de militantes e a ação de juízes supostamente hostis ao governo.

Ele também impôs limites à liberdade de imprensa com vistas a evitar que a insatisfação generalizada chegue às ruas.

A manobra realizada pelo general Musharraf intensificou o clima de incerteza no país, que possui armas nucleares. Na segunda-feira, o presidente veio a público rebater rumores de que estaria sob prisão domiciliar.

"Isso é uma piada sem tamanho", disse o general à Reuters, em Islamabad, pouco antes de se reunir com 80 diplomatas estrangeiros para explicar as recentes medidas.

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse que Musharraf, que costuma ganhar elogios de autoridades norte-americanas por cooperar na luta contra a Al Qaeda e o Taliban, deveria abandonar as Forças Armadas, tornar-se um líder civil e realizar as eleições gerais previstas para janeiro.   Continuação...