2007 foi pior ano para jornalistas desde 1994, diz entidade

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 17:06 BRST
 

Por Michelle Nichols

NOVA YORK (Reuters) - Pelo menos 64 jornalistas foram mortos em 2007, maior número desde 1994, e o Iraque continua sendo o local mais perigoso do mundo para o trabalho da imprensa, segundo relatório divulgado na segunda-feira pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas, com sede em Nova York.

Outras 22 mortes registradas no ano estão sendo investigadas e podem eventualmente ser atribuídas a questões ligadas ao trabalho jornalístico. Em 2006, houve 56 mortes.

"A CPJ registrou apenas um ano com um número maior de mortos: 1994, quando 66 jornalistas foram mortos, muitos deles em conflitos na Argélia, na Bósnia e em Ruanda", disse a entidade em nota.

Pelo quinto ano consecutivo, o Iraque é o local mais perigoso para trabalhar, com 31 jornalistas mortos. Só um dos mortos não era iraquiano, e nove deles trabalhavam para veículos estrangeiros, como a Reuters e a Associated Press.

Outros 12 trabalhadores a serviço da mídia (como guarda-costas ou motoristas) também foram mortos em 2007 no Iraque, segundo o relatório.

"Desde o começo da guerra, em março de 2003, 124 jornalistas e 49 outros trabalhadores de meios de comunicação foram mortos, o que faz do Iraque o conflito mais letal para a imprensa na história recente", informou a entidade.

Outros países que registraram mortes de jornalistas no ano foram Somália (7 mortes), Sri Lanka, Paquistão (5 cada), Afeganistão, Eritréia (2 cada), Mianmar, Haiti, Honduras, Quirguístão, Nepal, Palestina, Paraguai, Peru, Rússia, Turquia, Estados Unidos e Zimbábue (1 morte cada).

Em sete de cada 10 casos os jornalistas foram assassinados, o resto foram mortes durante combates ou em coberturas perigosas.

A entidade elogiou o fato de que não houve mortes de jornalistas na Colômbia pela primeira vez em mais de 15 anos e nas Filipinas pela primeira vez desde 1999.