Colômbia desautoriza ministro que criticou mediação de Chávez

quinta-feira, 18 de outubro de 2007 19:43 BRST
 

BOGOTÁ (Reuters) - O governo da Colômbia desautorizou na quinta-feira seu ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, que afirmou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, obteve uma "bênção de Deus" ao fazer a mediação para a libertação de reféns sequestrados, pois assim ganhou uma tribuna adicional para suas idéias.

O ministro, que desde antes de entrar para o governo já havia tido atritos com Chávez, disse em Washington que a mediação estabelecida pelo venezuelano na Colômbia lhe permitiu "entrar em áreas onde não lhe era permitido normalmente".

Santos disse também que a intervenção da senadora oposicionista colombiana Piedad Córdoba, ao lado de Chávez, junto às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para negociar a libertação de 49 reféns deu à política local "um tremendo palco".

"O presidente da República reitera o apoio e a confiança à gestão humanitária que promovem o presidente Hugo Chávez, da República Bolivariana da Venezuela, e a senadora Piedad Córdoba", disse nota do governo de Álvaro Uribe.

Uribe confirmou sua intenção de fortalecer as relações com a Venezuela, segundo maior sócio comercial da Colômbia.

O presidente também solicitou a todos os integrantes do seu governo que se abstenham de fazer declarações públicas ou privadas que afetem o rumo das relações internacionais da Colômbia.

Entre os reféns que a guerrilha quer trocar por militantes presos está a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt.

(Por Luis Jaime Acosta)