França espera que médico possa atender Betancourt rapidamente

quarta-feira, 2 de abril de 2008 10:06 BRT
 

PARIS, 2 de abril (Reuters) - A França espera enviar em breve uma missão, inclusive com um médico, para visitar a refém Ingrid Betancourt na selva colombiana, disse o chanceler Bernard Kouchner na quarta-feira.

A operação é cercada de sigilo. Não se sabe, por exemplo, se a guerrilha Farc permitiu o acesso à sua refém ou se a missão francesa já está na região. Há notícias de que Betancourt está muito doente e em greve de fome.

"Estamos esperando muito (desta missão)", disse Kouchner após reunião ministerial. "Fizemos tudo que poderíamos humanamente ter feito. Agora temos de esperar até que nossos enviados especiais, o médico, cheguem à área."

Betancourt, cidadã franco-colombiana, era candidata a presidente da Colômbia quando foi sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2002.

A imprensa francesa diz que um representante da Cruz Vermelha Internacional deve participar da missão, e há especulações de que o grupo poderia mesmo trazer Betancourt para a liberdade. O governo francês não quis entrar em detalhes.

Na terça-feira, o presidente Nicolas Sarkozy fez um pronunciamento pela TV, dirigindo-se às Farc e pedindo a libertação da refém.

"Ingrid está em perigo iminente de morte. Ela não tem mais forças para resistir a um cativeiro interminável, que está se transformando numa tragédia", disse Sarkozy.

Dirigindo-se expressamente ao líder rebelde Manuel Marulanda, o presidente afirmou: "O sr., que dirige as Farc, o sr. tem um encontro com a história. Não o perca. Liberte Ingrid Betancourt e os reféns mais fracos."

A mensagem foi repetida na quarta-feira em Paris, numa entrevista coletiva, por Lorenzo Delloye Betancourt, filho da ex-candidata.   Continuação...