28 de Outubro de 2008 / às 11:30 / 9 anos atrás

CORREÇÃO-Economia faz premiê japonês desistir de eleição-agência

(Corrige no 2o parágrafo para esclarecer que bolsa de Tóquio atingiu menor patmar em 26 anos na 2a-feira)

Por Isabel Reynolds

TÓQUIO, 28 de outubro (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, decidiu adiar a convocação de eleições, devido à situação econômica do país e do mundo, disse a agência de notícias Kyodo na terça-feira.

O adiamento do pleito para a câmara dos deputados pode levar a oposição, que controla o Senado, a retardar a aprovação de projetos importantes, inclusive um plano de resgate do setor financeiro japonês. Na segunda-feira, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, chegou a registrar seu menor patamar em 26 anos, embora tenha se recuperado e fechado em alta superior a 6 por cento nesta terça-feira.

“Não podemos criar um vácuo político a esta altura”, disse Aso a políticos governistas, segundo a agência, que citou fontes próximas ao premiê. “Colocarei as medidas econômicas e financeiras em primeiro lugar”, teria dito ele.

Na segunda-feira, Aso desmentiu uma reportagem do jornal econômico Nikkei segundo a qual ele já teria avisado um assessor sobre o cancelamento da eleição.

O líder japonês diz repetidamente, porém, que deseja priorizar a política econômica. Questionado em uma comissão parlamentar sobre seus projetos para o cargo, ele disse: “Em curto prazo, o que mais preciso fazer é reviver a economia.”

Na noite de segunda-feira, a Kyodo disse que Aso assumiria formalmente suas intenções sobre a eleição na quinta-feira, quando o governo deve apresentar um pacote econômico de emergência.

Mas um porta-voz disse que o premiê não deve anunciar o adiamento da eleição. “Podemos esperar que o primeiro-ministro venha dizer que está adiando a eleição? Acho que não”, afirmou Jun Matsumoto.

Não há obrigação de que ocorra uma eleição em 2009, mas Aso tomou posse, em setembro, cercado pela expectativa de que anteciparia o pleito, na esperança de superar a divisão no Parlamento.

Os dois antecessores de Aso renunciaram no intervalo de um ano, cansados das disputas com a oposição e afetados pela perda de popularidade.

Reportagem adicional de Linda Sieg

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