Comandante dos EUA alerta para ameaça terrorista na A.Latina

quinta-feira, 18 de outubro de 2007 15:41 BRST
 

Por Angus MacSwan

SÃO PAULO (Reuters) - Grupos terroristas islâmicos mantêm redes na América Latina e no Caribe e podem usá-las como base para realizar ataques contra os Estados Unidos, afirmou o almirante Jim Stavridis, chefe do Comando Sul dos EUA, responsável pela região.

"Com certeza, integrantes, colaboradores e simpatizantes de organizações terroristas islâmicas estão presentes em nosso hemisfério", escreveu em artigo na edição de outono da revista Americas Quarterly, obtido pela Reuters antes da publicação.

"Consideramos a América Latina e o Caribe como bases altamente prováveis para futuras ameaças terroristas aos EUA e a outros países."

As autoridades norte-americanas vêm alertando para a presença de militantes na América Latina desde os ataques de 11 de setembro de 2001. No entanto, não forneceram grandes evidências, e o Brasil, que tem grande população árabe, junto com outros governos da região, minimizaram a ameaça.

Mas Stavridis reiterou a preocupação dos EUA, depois de a polícia ter anunciado em junho que havia desbaratado um plano de ataque contra o aeroporto John F. Kennedy, de Nova York, e que os suspeitos estariam ligados ao Caribe.

O grupo Hezbollah, com sede no Líbano, é a presença mais proeminente na América Latina, segundo Stavridis. A maior parte de suas atividades aparentemente é de arrecadação de fundos, mas "há indicações de uma presença operacional e do potencial de ataques."

Uma força-tarefa multinacional foi montada na Tríplice Fronteira, área conhecida pela lavagem de dinheiro e pelo contrabando entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Mauro Sposito, chefe dos controles de fronteira da Polícia Federal do Brasil, discordou da afirmação do almirante. "Se eu fosse terrorista lançaria um ataque da Inglaterra. Os latinos enfrentam dez vezes mais fiscalização que os europeus nas fronteiras dos EUA", disse ele numa entrevista.   Continuação...