Missão para receber reféns na Colômbia ainda espera coordenadas

sábado, 29 de dezembro de 2007 13:29 BRST
 

Por Nelson Bocanegra

VILLAVICENCIO, Colômbia (Reuters) - Os dois helicópteros enviados à Colômbia pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, para transportar três reféns que as Farc prometeram liberar, incluindo uma criança, continuavam em terra no sábado à espera de coordenadas do local de entrega. Mais de uma semana depois da promessa de libertar as políticas Consuelo González e Clara Rojas e o filho de Rojas, Emmanuel, o grupo rebelde ainda não revelou o local exato onde será feita a entrega dos reféns para uma missão internacional organizada pela Venezuela.

"Ainda não temos informações e, quando recebermos, devemos coordenar com o Ministério da Defesa as garantias de segurança para a missão", disse Barbara Hintermann, chefe da delegação da Cruz Vermelha Internacional na Colômbia.

A falta de informações está produzindo incertezas sobre a hora e o dia da segunda fase da operação e sua finalização.

Os dois helicópteros MI 17, com os emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, permaneciam no sábado estacionados no aeroporto de Vanguardia na cidade de Villavicencio.

Em Caracas, observadores internacionais dos governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Equador, França e Suíça estavam à espera de coordenadas de onde será feita entrega para se dirigirem ao local.

González, de 57 anos, e Rojas, de 44, foram sequestradas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há cerca de seis anos e permanecem em cativeiro devido às posições inflexíveis nas negociações para a troca de 47 reféns por 500 rebeldes presos.

Emmanuel, o filho de Rojas, que nasceu em cativeiro, fruto de um relação com um guerrilheiro, se converteu em um símbolo de esperança para os sequestrados.

Devido ao fim dos contatos entre o presidente Alvaro Uribe e as Farc, a intervenção de Chávez e da comunidade internacional abriu possibilidades de libertações futuras incluindo os quatro reféns famosos: a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt e três norte-americanos.

 
<p>Tripula&ccedil;&atilde;o prepara helic&oacute;ptero venezuelano MI-17, marcado com s&iacute;mbolo da Cruz Vermelha, que continua parado em aeroporto de Villavicencio, Col&ocirc;mbia, 29 de dezembro, &agrave; espera de coordenadas do local de entrega de ref&eacute;ns das Farc. Photo by Jose Miguel Gomez</p>