January 18, 2008 / 11:22 PM / 10 years ago

EUA minimizam chance de resolução contra o Irã em breve

3 Min, DE LEITURA

Por Sue Pleming

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos minimizaram na sexta-feira a chance de que as grandes potências decidam-se por novas sanções contra o Irã quando se reunirem na semana que vem em Berlim.

Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado, disse que ainda não há acordo entre as grandes potências a respeito de uma terceira resolução do Conselho de Segurança da ONU contra o programa nuclear iraniano.

Rússia e China endureceram sua relutância desde que os EUA divulgaram um relatório de inteligência, no mês passado, admitindo que Teerã não desenvolve armas nucleares desde 2003.

Os EUA, porém, endureceram o tom de suas declarações contra o Irã nas últimas semanas, pedindo sanções mais duras ao país, que insiste no caráter pacífico de suas atividades nucleares.

McCormack disse que a secretária de Estado Condoleezza Rice e os ministros de Relações Exteriores dos quatro outros membros permanentes do Conselho de Segurança --China, Rússia, França e Grã-Bretanha--, além da Alemanha, vão continuar discutindo a resolução com sanções durante seu encontro de terça-feira.

"Somos otimistas de que afinal conseguiremos uma resolução. Desejaríamos já ter uma, mas assim aí está a diplomacia multilateral", afirmou o porta-voz.

Já sobre a possibilidade de que haja um acordo na própria terça-feira, ele foi cético. "Vai levar um pouco mais de tempo", disse.

Nos últimos dias, McCormack vem se empenhando em reduzir as expectativas quanto à reunião de Berlim, dizendo que ela serve para avaliar a estratégia como um todo.

Um diplomata ocidental disse que, desde o relatório norte-americano de dezembro favorável ao Irã, está "mais difícil lidar" com os chineses e russos nessas negociações.

Vários diplomatas disseram, sob anonimato, que os EUA querem uma nova resolução com mais punições a bancos estatais iranianos e a empresas que tenham dado apoio aos programas nuclear e de mísseis do país.

A Rússia é particularmente contrária a isso, com apoio da China, segundo vários diplomatas.

Medidas "draconianas", como sanções aos setores iranianos de gás e petróleo, não estão sendo cogitadas, disse McCormack nesta semana.

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