Texas prevê que vendas de chips analógicos dobrem em sete anos

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007 10:28 BRST
 

Por Baker Li

TAIPEI (Reuters) - A Texas Instruments, maior fabricante mundial de chips para celulares, anunciou na quinta-feira que as vendas mundiais de chips analógicos devem dobrar nos próximos sete anos, alimentadas pela crescente demanda de bens eletrônicos de consumo.

Gregg Lowe, vice-presidente das operações analógicas da TI, disse a jornalistas que as vendas mundiais de chips analógicos devem crescer cerca de 10 por cento ao ano nos próximos anos, em linha com as expectativas do mercado.

Ele acrescentou que, com esse ritmo de crescimento, as vendas mundiais totais devem dobrar, para cerca de 74 bilhões de dólares dentro de sete anos, ante os 37 bilhões de dólares do ano passado. O setor de chips analógicos representa cerca de 16 por cento dos 227 bilhões de dólares movimentados pelo setor de semicondutores, de acordo com o Credit Suisse.

"Basicamente, o mercado de analógicos vem crescendo cerca de 10 por cento ao ano, e não vejo motivos para que isso mude", disse Lowe, cuja empresa é a maior fabricante mundial de chips analógicos, com fatia de mercado de 13 por cento.

"É claro que, em caso de uma grande desaceleração econômica, o crescimento pode se reduzir, mas presumindo (que o mercado continue estável), o crescimento será de 10 por cento ao ano. Assim, o valor do mercado deve dobrar em 10 anos", afirmou.

O mercado de chips analógicos é bastante fragmentado, já que eles são amplamente usados em áreas como os amplificadores, conversores de dados e gestão de energia de alta capacidade, nas quais a National Semiconductor e a Maxim Integrated também são fortes concorrentes.

A demanda por esses aplicativos vem crescendo, porque eles ajudam a acionar ampla gama de bens de consumo, entre os quais celulares e telas de televisores digitais.

"Assim, o mercado é grande, e acredito que continuará a crescer em ritmo bastante firme", afirmou Lowe.

As vendas da divisão analógica da TI vêm crescendo em 14 por cento ao ano nos últimos cinco anos, superando o ritmo de alta setorial de 11 por cento anuais.

(Reportagem de Baker Li)