Brasil busca ajuda de secretário-geral da ONU para a Amazônia

terça-feira, 13 de novembro de 2007 17:23 BRST
 

Por Raymond Colitt

BELÉM (Reuters) - Sob a imponente copa de uma árvore amazônica, autoridades e índios brasileiros pediram na terça-feira ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, que angarie apoio internacional para a proteção da maior floresta tropical do mundo.

"Precisamos que o secretário ajude a converter a boa vontade internacional em mecanismos concretos que beneficiem os moradores da Amazônia", disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sob uma samaúma centenária, a 30 minutos de barco de Belém.

A capital paraense é a última escala de Ban em sua visita à América do Sul e à Antártida, cujo tema principal foi o possível impacto do aquecimento global.

"Peço humildemente ao senhor que ajude a criar incentivos para que nós e outros povos da floresta possamos subsistir aqui", disse o líder indígena Marcos Apurinã. Ban recebeu um colar de sementes nativas e viu outros produtos da floresta, como mel e artesanatos.

O sul-coreano respondeu que "a ONU ficará ao lado de vocês", pois "este é um patrimônio comum de toda a humanidade".

Ban percorreu uma trilha curta pela floresta na ilha de Combu, no rio Guamá. Ainda em Belém, ele havia tido a oportunidade de acariciar uma preguiça e de plantar duas árvores nativas no jardim botânico local.

Em dezembro, Ban será o anfitrião de uma reunião em Bali (Indonésia) destinada a iniciar as negociações para um tratado climático que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2012. O Brasil é o quarto maior emissor de carbono do mundo, em grande parte devido à devastação da Amazônia, segundo organizações ambientalistas.

Ban não comentou a recusa brasileira em adotar metas para reduzir o desmatamento e as emissões de carbono. Mas ele elogiou o país por seus esforços de preservação, que fizeram com que o ritmo da devastação caísse 50 por cento em dois anos, embora tenha voltado a subir desde agosto.   Continuação...