23 de Outubro de 2007 / às 04:09 / em 10 anos

EUA dizem ter matado 49 em confrontos em Bagdá

<p>Homem fica ao lado de cama ensanguentada de seus dois filhos mortos durante ataque a&eacute;reo norte-americano no distrito de Sadr City, Bagd&aacute;, em 21 de outubro. As for&ccedil;as norte-americanas anunciaram ter matado 49 'criminosos' em choques no distrito no mesmo dia. Photo by Kareem Raheem</p>

Por Sattar Raheem e Aseel Kami

BAGDÁ (Reuters) - As forças norte-americanas anunciaram ter matado 49 “criminosos” em choques no distrito de Sadr City, em Bagdá, no domingo, numa operação para capturar um militante suspeito de envolvimento no sequestro de soldados dos EUA no Iraque.

Testemunhas da Reuters disseram que os ataques mataram duas crianças pequenas no distrito pobre, principal reduto em Bagdá do Exército Mehdi, uma milícia xiita leal ao clérigo Moqtada al Sadr. A polícia iraquiana disse que 13 pessoas morreram e 69 ficaram feridas.

Os corpos das crianças, uma delas de fraldas, foram colocados sobre cobertores no necrotério do hospital Imã Ali, em Sadr City, onde médicos cuidavam dos feridos, alguns deles idosos e outros garotos.

Na casa onde vivia uma das crianças, um homem apontou para colchões e travesseiros ensanguentados e chorou ao mostrar a foto de um dos mortos.

Centenas de moradores locais, chorando e repetindo “Não existe Deus senão Alá”, carregaram féretros de madeira pelas ruas.

Em comunicado, as forças norte-americanas disseram que a operação em Sadr City teve como alvo criminosos vistos como responsáveis pelo sequestro de soldados dos EUA em maio deste ano e novembro de 2006.

“As forças da coalizão estimam que 49 criminosos foram mortos em três enfrentamentos distintos durante essa operação. As forças terrestres afirmaram não ter conhecimento de que civis inocentes tenham sido mortos nessa operação”, disseram os militares em comunicado.

Três soldados norte-americanos foram sequestrados ao sul de Bagdá em maio. O corpo de um deles foi encontrado mais tarde no mês, mas os dois outros são dados como desaparecidos e capturados. Islâmicos sunitas da Al Qaeda no Iraque reivindicaram os sequestros.

Um tradutor de ascendência iraquiana a serviço do Exército norte-americano foi sequestrado em Bagdá em 23 de outubro do ano passado, quando foi visitar parentes. Sua família disse que ele foi levado por membros do Exército Mehdi.

Moqtada al Sadr congelou as atividades do Exército Mehdi por seis meses no final de agosto, depois de 52 pessoas terem sido mortas em batalhas entre milícias xiitas rivais na cidade de Kerbala.

Abdul Mehdi al Muteyri, alto representante do Mehdi, descreveu o ataque americano como “um ato de simples barbárie”.

“A maioria dos mortos e feridos foram mulheres, crianças e idosos, o que demonstra a monstruosidade indiscriminada dos ataques nesta área densamente povoada”, disse ele à Reuters.

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