June 6, 2008 / 4:52 PM / 9 years ago

Inflação dificulta meta atuarial do fundo de pensão Petros

3 Min, DE LEITURA

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do fundo de pensão da Petrobras, Petros, Wagner Pinheiro, disse nessa sexta-feira que o cumprimento da meta atuarial da entidade em 2008 será mais difícil do quem 2007, quando as aplicações no mercados financeiro deram bom retorno aos investidores e a inflação era mais baixa.

A meta atuarial do fundo para 2008, segundo Pinheiro, é de 11,5 por cento, sendo que até abril a Petros estava 0,3 ponto percentual abaixo do objetivo.

"Apesar do grau de investimento (do Brasil), esse ano vai ser mais complicado que os outros. A rentabilidade dos ativos vai ser mais difícil", admitiu o executivo a jornalistas em encontro sobre previdência complementar.

"A inflação subiu um ponto percentual (ante 2007) e vai pressionar a obrigação atuarial. Não teremos gordura para compensar com título público", analisou Pinheiro, completando que "vai ser difícil bater a meta, mas perfeitamente factível."

Por conta da instabilidade do mercado financeiro, influenciada principalmente pela crise do sub-prime nos Estados Unidos, a Petros também prevê para este ano uma rentabilidade das suas aplicações em renda variável menor do que em 2007.

Segundo Pinheiro, a carteira de renda variável deve subir dos 29 por cento em 2007 para aproximadamente 32 por cento em 2008, ficando longe dos 40 por cento previstos para este ano.

"A Petros vem fazendo desde 2003 esse movimento de sair da renda fixa para a variável...Esse ano, depende do comportamento da bolsa (de valores)", disse Pinheiro. "Dependeremos da bolsa se recuperar e a valorização ajudar a gente. Se a rentabilidade não for explosiva, é um ano para algo em torno de 32 por cento", acrescentou

Até abril, a carteira de investimentos da Petros era de 39 bilhões de reais e, em 2008, o fundo entrou como sócio de empresas como JBS Friboi e Magnesita, que vêm apresentando boa valorização.

Jirau

Pinheiro informou ainda que a Petros está conversando com o consórcio vencedor do leilão da usina de hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, para se tornar sócio no emprendimento. O consórcio é liderado pela Suez Energy e integrado ainda pelas estatais Chesf e Eletrosul, além da construtora Camargo Corrêa.

A Petros possui participação de 3 por cento da outra usina do Madeira, a hidrelétrica de Santo Antônio, que será construída pelo consórcio Furnas e Odebrecht.

"Eles trouxeram um parceiro externo. O Suez é forte e tem dinheiro barato. A impressão é que eles estão com o financiamento já captado", afirmou o executivo, que disse ainda ter interesse de entrar no empreendimento.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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