Cinco apresentam-se para disputar cargo de premiê no Japão

quarta-feira, 10 de setembro de 2008 09:15 BRT
 

Por Chisa Fujioka

TÓQUIO (Reuters) - Cinco candidatos do partido governista do Japão que disputam entre si o cargo de primeiro-ministro do país discordaram na quarta-feira a respeito das medidas para recuperar uma economia ameaçada pela recessão, mas se uniram para desferir um ataque excepcionalmente duro contra a oposição enquanto se preparam para uma possível eleição.

O ex-chanceler Taro Aso é o favorito para vencer a corrida rumo ao cargo de premiê e convocar uma eleição na tentativa de obter um mandato com o qual resolveria o atual impasse instalado no Parlamento, dentro do qual os partidos da oposição controlam a câmara alta e impedem a aprovação de leis.

O Partido Liberal Democrático (LDP), há vários anos no poder, espera travar um debate interno empolgante para mobilizar os eleitores antes de um pleito que, segundo analistas, poderia ser realizado em novembro.

Aso, um político falante que gosta de quadrinhos japoneses (mangá), lidera as pesquisas feitas entre os eleitores e os delegados do LDP para conquistar a liderança da legenda. O ex-chanceler defende a necessidade de o governo cortar gastos e impostos para incentivar uma economia hoje à beira de uma crise.

"As pessoas esperam que os políticos respondam às preocupações delas, que tratem de questões como a segurança delas e seu padrão de vida," afirmou Aso, 67, em uma entrevista coletiva realizada ao lado de seus quatro rivais.

Os outros candidatos, entre os quais o ministro japonês da Economia, Kaoru Yosano, defendem manter a meta de equilibrar o Orçamento do governo até 2012, diminuindo assim o tamanho crescente da dívida pública do Japão.

Atualmente, essa dívida é uma vez e meia maior que o Produto Interno Bruto (PIB) do país, a mais alta entre os países desenvolvidos.

Yosano, 70, defensor de uma profunda reforma fiscal, disse que o imposto sobre o consumo, atualmente de 5 por cento, precisa ser ao menos dobrado até 2015 para custear os gastos crescentes com a previdência social à medida que a geração do "baby boom" aposenta-se.   Continuação...