October 23, 2007 / 4:03 AM / in 10 years

Após greves, França volta lentamente ao normal

3 Min, DE LEITURA

Por Anna Willard e Jon Boyle

PARIS (Reuters) - Trens e metros franceses devem lentamente voltar ao normal durante o fim de semana, devido ao esvaziamento de uma greve contra reformas no regime especial de aposentadorias, segundo empresas do setor.

A estatal ferroviária SNCF disse que haverá uma retomada gradual dos serviços, mas que no sábado ainda haverá alguns transtornos. A RATP, que cuida dos transportes metropolitanos de Paris, disse que dois terços das linhas de metrô vão funcionar.

A greve de quinta e sexta-feira foi o primeiro grande desafio às reformas econômicas propostas pelo presidente Nicolas Sarkozy, e também um teste para a força dos sindicatos sob o governo dele.

Na sexta-feira, só um terço dos trens intermunicipais e metade dos trens do metrô de Paris funcionaram, já que dois sindicatos mais militantes mantiveram a greve.

Mas os transtornos foram menos graves que na véspera, quando a paralisação dos trens foi quase total.

A RATP disse que haverá serviço de trens no sábado para a final da Copa do Mundo de rúgbi no Stade de France, ao norte de Paris. Outras linhas podem sofrer interrupções.

Um acordo com o sindicato FGAAC para permitir que os maquinistas se aposentem cinco anos antes que outros ferroviários foi comemorado por Sarkozy, mas provocou uma divisão entre os grevistas e irritou outros sindicatos.

"Eu sempre disse que tínhamos prioridades sobre as quais não poderíamos ceder, mas que havia questões que estavam abertas a negociação", disse o presidente em Lisboa, onde participou de uma cúpula européia.

"Firmeza também é poder ouvir o outro lado. É isso que estamos fazendo", afirmou.

Outros sindicatos reclamaram da decisão da FGAAC, pois pretendiam manter a unidade como forma de pressão contra o governo, que pretende fazer reformas que acabariam com privilégios previdenciários para uma minoria de funcionários públicos que se aposenta com menos de 40 anos de contribuição.

Jean-Luc Gironde, porta-voz do sindicato Force Ouvrière, acusou a FGAAC de estar interessa em "salvar a própria pele".

Jean-Michel Namy, representante da FGAAC, disse que os outros sindicatos estão fazendo teatro e que, no que diz respeito aos seus membros, a possibilidade de outras greves acabou.

Colaborou Jean-Baptiste Vey

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