March 30, 2008 / 2:42 PM / 9 years ago

Tensões aumentam no Tibet com tocha olímpica perto de Pequim

4 Min, DE LEITURA

<p>Policiais det&ecirc;m manifestantes pr&oacute;-Tibet em Atenas, durante a passagem da tocha Oli&iacute;mpica, em 30 de mar&ccedil;o. Photo by Icon</p>

Por Lindsay Beck

PEQUIM (Reuters) - Uma nova onda de agitações parece ter se espalhado pela capital do Tibet, indicando que a tensão e a volatilidade permanecem em Lhasa semanas após uma sangrenta revolta contra o governo.

Ainda não estava claro exatamente o que ocorreu em Lhasa no sábado, mas uma mensagem de telefone celular passada a moradores pela polícia informava que checagens de segurança realizadas mais cedo haviam "assustado cidadãos" e causado pânico no centro da cidade

A Campanha Internacional pelo Tibet, sediada em Washington, e a Rádio Free Asia divulgaram relatos de testemunhas que descreveram pessoas "correndo para todas as direções e gritando".

Não estava claro se a checagem havia sido a resposta a um protesto ou se a própria medida gerou pânico.

"Combata severamente qualquer invenção ou qualquer rumor que possa gerar desordem ou assustar a população ou causar desordem social ou comportamento ilegal criminoso que possa danificar a estabilidade social", dizia a mensagem de texto, que foi reproduzida pela campanha Free Tibet e pela Campanha Internacional pelo Tibet.

As recentes tensões ocorrem no momento em que a China se prepara para receber a tocha olímpica em sua capital Pequim, na segunda-feira, para o começo de um revezamento doméstico e internacional que o governo esperava simbolizar a união nacional antes dos Jogos, em agosto.

Em vez disso, a China se encontra sob críticas por conta de sua política para o Tibet e sua resposta aos protestos de sua população, e enfrenta a perspectiva se semanas de protesto enquanto a tocha olímpica circula pelo globo. As tensões começaram com dias de protestos pacíficos liderados por monges em Lhasa que se transformaram em um violento distúrbio em 14 de março que o governo diz ter matado 18 civis e ter sido planejado pelo Dalai Lama, o líder espiritual do Tibet.

O Dalai Lama, que deixou a China em 1959 depois de uma fracassada rebelião contra o governo comunista da China, nega estar por trás dos protestos, que seus representantes dizem ter custado 140 vidas.

A agência de notícias estatal chinesa Xinhua divulgou no domingo o que diz ser uma evidência fornecida por um suspeito detido que mostrava que o Dalai Lama estava por trás da rebelião.

Um encontro do governo no exílio no dia dos distúrbios decidiu conclamar monges em monastérios através da China a sair às ruas e convocar tibetanos leigos. Esse encontro desencadeou protestos sucessivos em regiões do Tibet, disse o relatório.

Falando no Laos, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse que a revolta em Lhasa foi "violenta e criminosa".

"Eles feriram os interesses do próprio povo tibetano", afirmou a jornalistas da TV de Hong Kong. "Nós esperamos que os governos em todo o mundo e a mídia possam abordar esse tema de uma maneira objetiva e justa. O governo chinês tem a habilidade de solucionar a questão". disse Wen.

Reportagem adicional de Chris Buckley, em Gansu, e Tan Ee Lyn, em Hong Kong

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