Lobão minimiza queda do petróleo e sua consequência para pré-sal

segunda-feira, 15 de setembro de 2008 15:04 BRT
 

Por Roberto Samora

RIO DE JANEIRO, 15 de setembro (Reuters) - O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, avaliou nesta segunda-feira que a queda nos preços internacionais do petróleo ainda não ameaça a viabilidade econômica da extração de óleo na camada pré-sal, que deve se intensificar nos próximos anos.

Por estar sob profundidade elevada, o petróleo do pré-sal, segundo alguns analistas, só seria viabilizado com a cotação da commodity em um patamar elevado. A Petrobras tem buscado formas de reduzir os custos de extração, que ainda deverão ser elevados na comparação com poços em áreas tradicionais.

"No pré-sal, até pela exuberância das reservas, ainda que a extração seja um pouco mais cara, não teremos dificuldades", afirmou ele a jornalistas, durante entrevista na conferência Rio Oil & Gas 2008.

O ministro disse ainda que essa queda nos preços não assusta o governo, lembrando que os próprios integrantes da Opep se reuniram recentemente para buscar formas de reduzir os preços.

"Parece até uma incoerência, mas não era. Os produtores de petróleo tinham a preocupação de que os preços estavam se elevando muito. Então o fato de ter caído, até bastante, de 140 e tantos para 100 dólares o barril agora, isso se compatibiliza com o pensamento dos países produtores", acrescentou.

O ministro observou ainda que o governo, seguindo sua política de não transferir a volatilidade dos preços internacionais para a gasolina vendida no país, não deverá mexer, por ora, nos preços do combustível.

"Aquela pequena elevação que houve no diesel, isso dizia respeito ao acumulado de vários anos", destacou.

(Reportagem de Roberto Samora, Edição de Marcelo Teixeira)