November 7, 2007 / 8:19 PM / 10 years ago

Geórgia declara estado de emergência após confrontos

3 Min, DE LEITURA

Por Margarita Antidze

TBILISI (Reuters) - O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, declarou nesta quarta-feira estado de emergência por 15 dias em todo o país, depois de a polícia travar confrontos com manifestantes nas ruas e de forças especiais invadirem uma emissora de TV

Enfrentando a pior crise política desde que chegou ao poder em 2003, Saakashvili acusou a Rússia de incitar as agitações nas ruas em que manifestantes que pediram pela sua renúncia na capital Tblisi antes de serem reprimidos pela polícia.

O primeiro-ministro, Zurab Nogaideli, disse que autoridades evitaram o que seria um golpe de Estado e o ministro do Desenvolvimento Econômico, Georgy Arveladze, disse que todos os telejornais independentes pararão durante os 15 dias de vigência do estado de emergência.

Tropas de choque agrediram manifestantes desarmados com cassetetes e chutes, usando também gás lacrimogêneo e balas de borracha para desocupar as ruas, segundo repórteres presentes.

O presidente anunciou a expulsão de três diplomatas russos e a retirada do embaixador georgiano em Moscou, pois segundo ele há provas de envolvimento dos serviços russos de inteligência nos protestos iniciados há seis dias.

"Não podemos permitir que nosso país se torne palco de sujas aventuras geopolíticas por parte de outros países", afirmou pela TV. "Nossa democracia precisa de uma mão firme das autoridades."

Logo em seguida, a TV Imedi, a principal do país, disse estar sendo invadida por forças especiais e saiu do ar. O canal vinha dando ampla cobertura aos protestos.

Testemunhas disseram que policiais armados mandaram que os empregados da emissora se deitassem no chão e colocaram armas na cabeça deles, além de destruírem equipamentos e celulares.

Saakashvili vinha promovendo seu país como um exemplo de democracia e respeito aos direitos humanos na volátil região do Cáucaso, onde vários países são governados por líderes autoritários.

O ouvidor de direitos humanos da Geórgia, Sozar Subari, disse a jornalistas que ele também foi agredido por policiais. "Embora eu tenha dito a eles que sou um defensor dos direitos humanos, eles me disseram: 'Exatamente por isso estamos batendo tão duro"', afirmou.

O patriarca ortodoxo Ilia 2o qualificou a repressão às manifestações como "completamente inaceitável" e cobrou negociações.

Saakashvili rejeita o apelo dos manifestantes por eleições parlamentares antecipadas, mas o uso da força contra os manifestantes acirrou ainda mais os ânimos na volátil ex-república soviética.

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