Fidel "se sente muito bem", diz Elián após telefonema do líder

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 08:38 BRST
 

HAVANA (Reuters) - Fidel Castro "se sente muito bem", disse o garoto Elián González, que virou símbolo do regime comunista cubano após ser resgatado flutuando perto da Flórida há oito anos.

O líder convalescente, que não aparece em público faz 16 meses, telefonou a Elián para desejar feliz aniversário.

"Ele está se sentindo muito bem. Desejou-me feliz aniversário", disse à TV cubana o garoto de 14 anos, resgatado de dentro de uma câmara de pneu em 1999, flutuando perto de Fort Lauderdale (Flórida).

A mãe do menino morreu na tentativa de fazer a travessia e, apesar da pressão dos exilados cubanos em Miami, ele acabou sendo devolvido sete meses depois para sua família em Cuba, onde se tornou símbolo do confronto contra os Estados Unidos.

Foi uma vitória política para Fidel, que se empenhou pessoalmente pela repatriação de Elián, mobilizando milhões de cubanos em comícios que melhoraram a popularidade do governo.

A campanha, chamada Batalha de Idéias e lançada por Fidel no aniversário de Elián há oito anos, perdeu fôlego desde o afastamento do veterano revolucionário, de 81 anos, por motivos de saúde, em julho de 2006.

O país tem sido governado interinamente desde então por Raúl Castro, irmão de Fidel.

"Quero assumir a responsabilidade de dizer a todos os cubanos que acabei de conversar com o comandante", disse Elián num evento alusivo à Batalha de Idéias em Cárdenas, sua cidade, 100 quilômetros a leste de Havana. "Sei que isso encherá vocês todos de alegria."

Ricardo Alarcón, presidente da Assembléia Nacional, era a principal autoridade presente no evento do teatro de Cárdenas. Ele disse que Fidel continua liderando ideologicamente por meio de seus escritos, publicados regularmente na imprensa estatal.

"Hoje, como ontem, Fidel continua a liderar esta batalha, dedicando suas melhores horas todos os dias a destruir mitos, refutar mentiras, semear verdades, ensinar a pensar, estimular os jovens e todos a lutar", disse Alarcón.

(Por Rosa Tania Valdes)