Para PCdoB, aliança com PT em Porto Alegre "não é automática"

sexta-feira, 10 de outubro de 2008 18:26 BRT
 

PORTO ALEGRE, 10 de outubro (Reuters) - Mesmo após a direção nacional do PCdoB decidir por uma aliança com o PT em Porto Alegre para o segundo turno das eleições municipais, os comunistas querem aparar arestas antes de formalizar o acordo.

"(O apoio à candidata do PT) é uma tendência, mas não é automático", disse o presidente estadual do PCdoB, Adalberto Frasson, à Reuters.

A aliança entre os partidos de esquerda era uma tradição na política gaúcha, mas foi desfeita nestas eleições e resultou nas candidaturas das deputadas federais Maria do Rosário (PT),Manuela D'Ávila (PCdoB) e Luciana Genro (PSOL). Manuela ficou em terceiro lugar, enquanto Rosário passou para o segundo e concorre com o atual prefeito, José Fogaça (PMDB).

Segundo Frasson, a recomposição da chamada Frente Popular exige negociação e pode se estender pelo fim de semana. Na pauta do entendimento, as críticas feitas por Maria do Rosário ao PPS, que se coligou a Manuela. Além de não apoiar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o PPS gaúcho é identificado como responsável pela privatização de serviços públicos estaduais.

Os comunistas mantêm conversas e reuniões com os outros partidos da sua coligação original, mas não haveria compromisso de uma decisão unificada.

"O PPS não está na base do governo, mas em alguns locais é fundamental. Estamos seguindo o presidente Lula que defende a necessidade de aglutinar forças para viabilizar as mudanças", disse Frasson.

Enquanto seguem as conversas, Manuela está viajando. A participação ou não da candidata na segunda fase da campanha eleitoral deve ser resolvida pelos dirigentes do partido.

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