October 23, 2007 / 3:31 AM / 10 years ago

Índia sugere manobra para manter Rodada Doha viva

3 Min, DE LEITURA

BRUXELAS (Reuters) - A Índia sinalizou sua disposição em eventualmente aceitar as reduções de tarifas defendidas por União Européia e Estados Unidos como base mínima para a chamada Rodada Doha de negociações comerciais globais.

Abrindo a perspectiva de aproximação entre países ricos e pobres, após anos de discordâncias, o governo indiano disse que o país está "confortável com a maioria dos elementos" que constam nas propostas feitas em julho por mediadores da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O site oficial do primeiro-ministro Manmohan Singh diz que ele informou por telefone na segunda-feira ao presidente dos EUA, George W. Bush, que as propostas de julho poderiam servir de base para as negociações agrícolas e industriais.

"Embora haja áreas cinzentas no texto e números específicos que precisam ser definidos, os textos têm amplas indicações da gama de possibilidades na maioria das questões", diz a nota.

Singh se reúne na quarta-feira em Pretória com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Thabo Mbeki (África do Sul).

Os representantes comerciais dos EUA e da UE pedem aos três líderes que usem a reunião para discutir formas de retomar a Rodada Doha, criada em 2001 e emperrada especialmente devido a questões de subsídios e tarifas agrícolas e industriais.

Na semana passada, um grupo de países desenvolvidos, sob a liderança de Brasil, Índia e África do Sul, propôs que haja mais produtos numa lista de exceções aos cortes de tarifas industriais, uma manobra que irritou Washington e Bruxelas.

Os EUA elogiaram as novas declarações de Singh. "Estamos muito encorajados", disse Sean Spicer, porta-voz da representante comercial Susan Schwab.

"Quando os líderes de Índia, África do Sul e Brasil se reunirem nesta semana esperamos que eles todos se comprometam a se juntar aos EUA e a outras nações em aceitar negociar sobre os textos-base", disse Spicer.

De acordo com Singh, a Índia vê esses textos como "um compromisso razoável entre posições divergentes de vários países".

Mas ele salientou que seu país precisa de "algum grau de proteção" para seus 650 milhões de agricultores de subsistência, e que por enquanto não há clareza nesse tópico.

Os EUA dizem que países como a Índia devem reduzir suas barreiras para criar novos mercados para exportações agrícolas.

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