Bush se queixa por demora em avanços em Darfur

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 21:32 BRST
 

Por Jeremy Pelofsky

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse na quinta-feira que os esforços internacionais contra a violência em Darfur (Sudão) estão lentos demais e que os EUA vão tentar acelerar o processo.

Washington defende o envio de uma força conjunta da ONU e da União Africana, com 26 mil soldados, para estabilizar Darfur, mas o enviado especial de Bush para a região renunciou no mês passado, frustrado com a demora.

"As Nações Unidas consideram a questão de Darfur central, e ela está na sua agenda, concordamos", disse Bush a jornalistas após reunião com seu novo enviado especial, embaixador Rich Williamson, na Casa Branca.

"Os Estados Unidos podem ajudar o que tem sido um processo, francamente, que se desenrola um pouco lentamente demais para o nosso gosto, e podemos ajudar. Planejo acelerar nossos esforços", disse o presidente.

Williamson, um advogado de Chicago, havia sido adjunto do ex-embaixador dos EUA na ONU John Negroponte, agora subsecretário de Estado. Ele também trabalhou para o governo Reagan (1981-1989).

Especialistas calculam que cerca de 20 mil pessoas tenham morrido e 2,5 milhões tenham sido expulsas de suas casas em quase cinco anos de guerra civil em Darfur. O governo sudanês nega as acusações de genocídio, termo que o governo Bush já usou para descrever a situação.

Já existe uma força da ONU e da União Africana na região, mas com cerca de apenas um terço do total previsto de 26 mil homens.

A ONU não comentou as declarações de Bush.

(Reportagem adicional de Patrick Worsnip na sede da ONU)