Grã-Bretanha ameaça Irã com sanções ao petróleo e gás

segunda-feira, 12 de novembro de 2007 20:55 BRST
 

Por Sophie Walker

LONDRES (Reuters) - A Grã-Bretanha vai restringir investimentos energéticos e financeiros no Irã se o país não abrir mão de suas ambições nucleares, disse o primeiro-ministro Gordon Brown nesta segunda-feira, em um discurso que também ressaltou a importância dos Estados Unidos como aliados.

"Vamos liderar a busca por sanções mais duras tanto na ONU quanto na União Européia, incluindo nos investimentos no gás e petróleo e no setor financeiro", disse Brown, citando hipóteses caso sejam negativos os relatórios a serem apresentados neste mês pelo chefe da diplomacia da UE, Javier Solana, e pela agência nuclear da ONU.

"O Irã não deve ter dúvida sobre nossa seriedade de propósitos", afirmou Brown, no seu primeiro discurso importante a respeito de política externa desde que assumiu o cargo, em junho.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU -- Grã-Bretanha, Estados Unidos, França, Rússia e China -- mais a Alemanha concordaram neste mês com uma terceira rodada de sanções contra o Irã.

Teerã se recusa a suspender seu programa de enriquecimento de urânio e insiste no caráter pacífico de suas atividades. Washington e seus aliados acusam o país de desenvolver armas nucleares.

Brown enfatizou ser "um admirador da América de toda a vida" e acrescentou: "Acredito que nossos laços com a América -- fundados nos valores que compartilhamos -- constituem nossa relação bilateral mais importante."

A amizade do antecessor de Brown, Tony Blair, com o presidente dos EUA, George W. Bush, era vista por alguns como íntima demais, o que contribuiu para o desgaste de sua popularidade.