Bush pressiona árabes a se aproximarem de Israel

terça-feira, 27 de novembro de 2007 21:43 BRST
 

Por Sue Pleming

ANNAPOLIS, Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu na terça-feira aos países árabes que deixem seu ceticismo de lado e se aproximem de Israel, cujo primeiro-ministro pediu aos vizinhos que "não assistam ao trem da paz passar".

Há meses Bush tenta despertar maior interesse dos árabes pelo processo de paz israelo-palestino, relançado formalmente na conferência de terça-feira em Annapolis (Costa Leste dos EUA), após sete anos de dormência. O objetivo é levar à criação de um Estado palestino nos próximos 13 meses.

Cerca de um terço dos participantes da conferência de terça-feira são países árabes, entre os quais algumas potências regionais que não reconhecem a existência de Israel e relutaram até a última hora em ir a Annapolis --caso de Síria e Arábia Saudita.

"Os Estados árabes também têm um papel vital a desempenhar", disse Bush na conferência. "Os Estados árabes devem abordar Israel, trabalhar pela normalização de relações e demonstrar com palavras e gestos que acreditam que Israel e sua gente têm um lar permanente no Oriente Médio."

O premiê de Israel, Ehud Olmert, disse que não há um só Estado árabe com o qual Israel não tenha tentado estabelecer relações diplomáticas pacíficas. "Vocês não podem continuar parados indefinidamente vendo o trem da paz passar. É hora de acabar com o boicote e a alienação em relação ao Estado de Israel. Não é útil para nós e nos fere", disse Olmert.

Ecoando vários outros países da região, a Arábia Saudita defendeu um processo de paz mais amplo, que inclua também as questões da Síria e do Líbano com Israel, depois da conferência de Annapolis.

"Decidimos apoiar o lançamento de sérias e contínuas conversas entre palestinos e israelenses que tratem de todas as questões principais e do status final. Essas conversas devem ser seguidas pelo lançamento dos trilhos sírio e libanês assim que possível", disse o chanceler Saud Al Faisal.

O chanceler da Jordânia, Salaheddin Al Bashir, disse que a região só terá paz e segurança permanentes se o plano de paz for abrangente.   Continuação...