Seguidores de Obama e Hillary diminuem tom de campanha

segunda-feira, 17 de março de 2008 10:11 BRT
 

Por Andy Sullivan

WASHINGTON (Reuters) - Seguidores de Hillary Clinton e de Barack Obama atenuaram o tom da campanha no fim de semana, temendo que a disputa interna do Partido Democrata acabe ajudando o republicano John McCain na eleição geral de novembro.

Durante todo o domingo, em todo o circuito dos "talk shows", jornalistas tentavam em vão arrancar ataques mútuos entre simpatizantes dos candidatos. Fora dos estúdios, porém, os dois lados mantinham o agressivo clima de disputa que marcou as últimas semanas.

"O que a senadora Clinton está escondendo, o que está à espreita nesses documentos que ela acredita que os eleitores não têm o direito de conhecer?", disse Robert Gibbs, porta-voz de Obama, em teleconferência com jornalistas, referindo-se a declarações de bens pessoais da rival e a emendas orçamentárias defendidas por ela no Senado.

Já os seguidores de Hillary dizem que a campanha de Obama torna os ataques pessoais sempre que ele sofre algum revés.

"Esta é uma técnica testada e verdadeira da campanha de Obama, que se torna repetidamente 'negativa' quando vêem que o impulso trabalha contra eles", disse Mark Penn, estrategista da campanha de Hillary, em outra teleconferência com a imprensa.

A campanha de Hillary continuou dizendo que o senador não tem experiência para ser comandante-em-chefe e pediu que ele apresente suas declarações de renda e outros documentos desde que se tornou parlamentar estadual de Illinois, em 1997.

Os candidatos propriamente ditos tiraram folga no domingo, enquanto o futuro adversário deles, John McCain, estava em Bagdá --como já está virtualmente assegurado como candidato, o senador não precisa mais fazer campanha nos Estados e pode se dedicar a viagens que reforcem suas credenciais de política externa.

(Reportagem adicional de David Wiessler, Jeff Mason e Andrew Stern)

 
<p>Senadora Hillary Clinton passando por um eleitor de Barack Obama durante evento de comemora&ccedil;&atilde;o do Dia de S&atilde;o Patr&iacute;cio em Pittsburgh. Hillary e Obama voltam a trocar acusa&ccedil;&otilde;es nos EUA. Photo by Jason Cohn</p>