Clara Rojas pede moderação às Farc e a Uribe

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 20:57 BRST
 

Por Teresa Larraz

MADRI (Reuters) - A ex-refém colombiana Clara Rojas, libertada há 11 dias pelas Farc após seis anos em cativeiro, pediu na segunda-feira que a guerrilha e o governo moderem suas posições para que mais gente seja solta.

O presidente Álvaro Uribe, que está em Paris, também recebeu de seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, o pedido de "não excluir" qualquer cooperação que seja "útil" para a libertação de 44 reféns políticos, entre eles a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, que tem cidadania franco-colombiana.

Em troca dos reféns, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia querem a libertação de cerca de 500 guerrilheiros presos. Mas as negociações estão paralisadas porque o governo se recusa a desmilitarizar uma área de 780 quilômetros quadrados --Uribe oferece um território de apenas 150 quilômetros quadrados para realizar as negociações.

"É preciso convidar as Farc e também o governo nacional, motivá-los, através dos meios de comunicação. É preciso flexibilizar suas posições", disse Rojas no 4o Congresso Internacional sobre Vítimas do Terrorismo, em Madri.

"Por Deus! Trata-se de salvar a vida de pessoas que estão sequestradas há anos", acrescentou Rojas, libertada em 10 de janeiro num gesto unilateral das Farc, junto com a ex-parlamentar Consuelo González.

Sobre os demais reféns, inclusive sua amiga Betancourt, ela disse: "Desejo com a alma que as demais pessoas possam prontamente chegar à liberdade."

"O que tenho é agradecimento a todos, estou compartilhando esta alegria de voltar a viver", acrescentou Rojas.

Ela disse estar se dedicando integralmente ao filho Emmanuel, nascido em cativeiro há cerca de três anos, mas separado dela desde 2005.   Continuação...