21 de Janeiro de 2008 / às 22:59 / 10 anos atrás

Clara Rojas pede moderação às Farc e a Uribe

Por Teresa Larraz

MADRI (Reuters) - A ex-refém colombiana Clara Rojas, libertada há 11 dias pelas Farc após seis anos em cativeiro, pediu na segunda-feira que a guerrilha e o governo moderem suas posições para que mais gente seja solta.

O presidente Álvaro Uribe, que está em Paris, também recebeu de seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, o pedido de "não excluir" qualquer cooperação que seja "útil" para a libertação de 44 reféns políticos, entre eles a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, que tem cidadania franco-colombiana.

Em troca dos reféns, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia querem a libertação de cerca de 500 guerrilheiros presos. Mas as negociações estão paralisadas porque o governo se recusa a desmilitarizar uma área de 780 quilômetros quadrados --Uribe oferece um território de apenas 150 quilômetros quadrados para realizar as negociações.

"É preciso convidar as Farc e também o governo nacional, motivá-los, através dos meios de comunicação. É preciso flexibilizar suas posições", disse Rojas no 4o Congresso Internacional sobre Vítimas do Terrorismo, em Madri.

"Por Deus! Trata-se de salvar a vida de pessoas que estão sequestradas há anos", acrescentou Rojas, libertada em 10 de janeiro num gesto unilateral das Farc, junto com a ex-parlamentar Consuelo González.

Sobre os demais reféns, inclusive sua amiga Betancourt, ela disse: "Desejo com a alma que as demais pessoas possam prontamente chegar à liberdade."

"O que tenho é agradecimento a todos, estou compartilhando esta alegria de voltar a viver", acrescentou Rojas.

Ela disse estar se dedicando integralmente ao filho Emmanuel, nascido em cativeiro há cerca de três anos, mas separado dela desde 2005.

"Foram oito dias maravilhosos, estou surpresa de como ele assumiu como tão próprio este reencontro."

Rojas e González foram entregues na selva colombiana a uma missão organizada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que havia sido afastado em novembro por Uribe da tentativa de mediar a troca de reféns por guerrilheiros presos.

A decisão de Uribe irritou Chávez e mergulhou as relações bilaterais na sua pior crise dos últimos anos.

Já Sarkozy manifestou apoio às iniciativas do governo colombiano pela libertação dos reféns, o que inclui buscar a mediação da Igreja, da Espanha, da França e da Suíça.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below