Novas sanções ao Irã incluem restrição a viagens e bens

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008 21:52 BRST
 

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - As sanções contra o Irã a serem apresentadas ao Conselho de Segurança da ONU por causa do programa nuclear do país incluem a proibição de viagens de determinados indivíduos, o congelamento de seus bens e a vigilância sobre qualquer banco ativo no Irã, segundo esboço obtido na sexta-feira pela Reuters.

O texto contendo os "elementos" da terceira rodada de sanções foi aceito nesta semana por EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China, e deve servir de base para uma resolução a ser aprovada nas próximas semanas pelos 15 países do Conselho de Segurança.

O Ocidente suspeita que o Irã desenvolva armas nucleares, o que Teerã nega. A ONU já impôs dois pacotes de sanções ao país por sua recusa em suspender as atividades de enriquecimento de urânio.

Diplomatas dizem que o texto representa um compromisso mútuo, já que não contempla as medidas punitivas que os EUA queriam.

Não foram divulgados os nomes das pessoas que terão os bens congelados e serão proibidas de viajarem --a proposta cita apenas indivíduos ligados "às atividades estratégicas de proliferação de armas nucleares ou para o desenvolvimento de sistemas de uso de armas nucleares, ou a compra de itens, bens, equipamentos, materiais e tecnologia proibidos".

O texto reitera a exigência de suspensão do enriquecimento de urânio e conclama os países a "exercerem a vigilância sobre as atividades das instituições financeiras com todos os bancos domiciliados no Irã".

Como já se esperava, o texto propõe vigilância especialmente sobre dois grandes bancos iranianos --o Melli e o Saderat--, mas não chega a proibir transações com eles, como defendiam as quatro potências ocidentais.

Rússia e China eram contra isso, preferindo o monitoramento. No ano passado, a segunda resolução contra o Irã já proibira transações com o banco Sepah.

A resolução também deve solicitar aos países que inspecionam cargas de e para o Irã, caso haja suspeitas quanto ao conteúdo, e que sejam cautelosos ao concederem créditos ou garantias de exportação para empresas que fazem negócios naquele país.

(Por Patrick Worsnip e Louis Charbonneau)