Toshiba tem queda no lucro no trimestre por HD DVD e chips

sexta-feira, 25 de abril de 2008 14:50 BRT
 

Por Mayumi Negishi

TÓQUIO (Reuters) - A fabricante japonesa de eletrônicos Toshiba registrou queda de 95 por cento em seu lucro trimestral devido à deterioração nos preços dos chips e ao abandono de seu padrão para os DVDs de próxima geração, e sua projeção de futuros resultados é metade do que o mercado esperava.

A segunda maior fabricante mundial de chips de memória NAND flash está contando com seus eletrodomésticos e computadores para obter crescimento de dois por cento em seu lucro líquido este ano, enquanto a empresa e seus rivais esperam que a queda nos preços dos chips se atenue e as medidas de cortes de custos comecem a se fazer sentir.

Mais cedo na sexta-feira, a Samsung Electronics, maior fabricante mundial de chips de memória, animou os mercados com uma alta de 37 por cento em seus lucros trimestrais, já que as vendas aceleradas de seus televisores de telas planas e celulares superaram a lentidão nas operações de chips.

E a segunda maior fabricante de chips de memória, a Hynix Semiconductor, anunciou prejuízo líquido de 675 bilhões de won (677,7 milhões de dólares), quase 50 por cento superior ao consenso das projeções de analistas.

Os fabricantes de chips de todo o mundo esperam que os produtores mais fracos reduzam os gastos e que a demanda da volta às aulas resolva o problema do excesso de oferta, mas executivos dizem que uma recuperação significativa pode demorar.

A Toshiba, que também fabrica reatores nucleares e refrigeradores, disse que espera lucro líquido de 130 bilhões de ienes este ano, metade da projeção média de 264 bilhões de ienes dos 17 analistas pesquisados pela Reuters.

Essa projeção se compara a uma queda de 7,3 por cento nos lucros, para 127,4 bilhões de ienes, no ano fiscal encerrado em março.

A Toshiba anunciou que o faturamento se manteria estagnado no setor de chips este ano, e as quedas nos preços dos chips NAND --usados em players digitais de música, câmeras digitais e celulares-- devem se desacelerar a entre 40 e 50 por cento este ano, ante pouco mais de 50 por cento no ano fiscal encerrado em março.