Lacerda, com apoio do PT e do PSDB, domina tempo de tevê em BH

segunda-feira, 4 de agosto de 2008 20:58 BRT
 

BELO HORIZONTE (Reuters) - Mesmo sem poder contar com o tempo do PSDB, de quem recebe apoio informal, o candidato do PSB, Márcio Lacerda, terceiro colocado nas últimas pesquisas de intenção de voto, dominará o horário eleitoral gratuito da campanha a prefeito da capital mineira.

Com o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT) como principais cabos eleitorais e o apoio de 12 partidos -- PSB, PT, PV, PTB, PTN, PP, PR, PSL, PMN, PRP, PSC e PTC -- Lacerda terá direito a 11 minutos e 48 segundos para o programa diário.

A Justiça Eleitoral de Minas Gerais definiu na segunda-feira a distribuição do tempo e a ordem de veiculação da propaganda eleitoral gratuita que irá ao ar nas emissoras de rádio e TV do estado a partir de 19 de agosto.

Apesar de Aécio ser um dos maiores fiadores de campanha de Lacerda, a coligação não pôde contar com o tempo do PSDB. O partido apóia apenas informalmente a chapa depois que a direção nacional do PT -- que indicou Roberto Carvalho como candidato a vice -- vetou aliança com os tucanos e com o PPS na capital mineira. Os vereadores do PSDB terão três minutos para propaganda e os do PPS terão mais um minuto e 20 segundos.

Depois de Lacerda, o programa mais longo será o do candidato Leonardo Quintão (PMDB), com cinco minutos e 24 segundos, seguido por Gustavo Valadares (DEM), com quatro minutos e dez segundos; Sérgio Miranda (PDT), com dois minutos e 14 segundos; Jô Moraes (PCdoB), com um minuto e 46 segundos; Vanessa Portugal (PSTU), com um minuto e 15 segundos; André Antônio Alves (PTdoB), com um minuto e nove segundos; e Pedro Paulo (PCO) e Jorge Periquito (PRTB), com um minuto e sete segundos cada.

Além do programa mais longo, o grande número de partidos na coligação arquitetada por Aécio e Pimentel também ajudou na soma das inserções de 30 segundos ao longo da programação. Ao todo, a coligação encabeçada pelo socialista terá direito a 1.062 inserções, mais que o dobro das 486 a que tem direito o peemedebista Leonardo Quintão. (Reportagem de Marcelo Portela)