November 13, 2007 / 10:27 PM / 10 years ago

Solana, da UE, acha acordo Israel-Fatah factível em 9 meses

3 Min, DE LEITURA

<p>O primeiro ministro de Israel, Ehud Olmert (dir), se encontra com o chefe da diplomacia da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, Javier Solana, em Jerusal&eacute;m. Solana disse na ter&ccedil;a-feira que um acordo entre palestinos e israelenses seria 'fact&iacute;vel' nos pr&oacute;ximos nove meses. Photo by Reuters (Handout)</p>

Por Adam Entous

JERICÓ (Reuters) - O chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, disse na terça-feira que um acordo entre palestinos e israelenses seria "factível" nos próximos nove meses, e que a questão das colinas do Golã deveria ser tratada na conferência de paz prevista para este mês.

A Síria condiciona sua presença na reunião a uma discussão sobre o Golã, território seu capturado por Israel em 1967. A conferência está programada para a última semana de novembro em Annapolis, Costa Leste dos EUA.

O presidente George W. Bush convocou esse encontro para fortalecer o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em contraponto ao grupo islâmico Hamas. Israel resiste em incluir a questão do Golã na pauta.

A conferência pode ser também uma oportunidade para o governo Bush reverter seu legado para o Oriente Médio, marcado pela impopular guerra do Iraque.

"O que temos em mente agora é concluir o acordo (israelo-palestino) após Annapolis em, digamos, oito, nove meses --durante o período em que o governo, o atual governo norte-americano, ficará no poder", disse Solana à Reuters durante visita a Jericó, na Cisjordânia.

"É factível. Exige vontade política. Exige esforço. Não é fácil. Mas é factível", disse Solana.

Não se sabe como seria possível implementar um acordo, já que os territórios palestinos estão divididos entre o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e a facção laica Fatah, que domina a Cisjordânia.

Solana admitiu que há crescentes tensões entre negociadores israelenses e palestinos que tentam superar as diferenças a respeito de um documento conjunto a ser apresentado na conferência.

O documento deve tratar em termos gerais de questões como fronteiras e o destino de Jerusalém e dos refugiados palestinos, servindo como ponto de partida para negociações finais previstas para depois da conferência.

Negociadores palestinos disseram nos últimos dias a diplomatas ocidentais que eles estão cada vez mais pessimistas sobre a possibilidade de superar as discordâncias no documento, o que coloca em dúvida a disposição de países árabes importantes, como a Arábia Saudita, em participar.

"Estamos num momento muito importante", disse Solana. "Conforme nos aproximamos do começo do processo, haverá algumas tensões. Mas tenho certeza de que serão superadas."

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