15 de Abril de 2008 / às 13:15 / 9 anos atrás

Putin aceita dirigir o maior partido da Rússia

<p>O presidente da R&uacute;ssia, Vladmir Putin, cujo mandato termina no m&ecirc; que vem, em congresso do Partido R&uacute;ssia Unida em Moscou, 15 de o que o mant&eacute;m no comando por tr&aacute;s do presidente eleito, seu bra&ccedil;o direito Dmitry Medvedev. Photo by Ria Novosti</p>

Por Guy Faulconbridge

MOSCOU (Reuters) - O presidente Vladimir Putin aceitou na terça-feira dirigir o maior partido político da Rússia, o que pode aumentar o poder que ele conservará quando encerrar seu mandato no Kremlin, em 7 de maio.

“Aceito o convite do partido. Estou pronto para assumir para mim a responsabilidade adicional e chefiar o partido”, disse Putin, sob aplausos, em um congresso do partido Rússia Unida em Moscou.

Putin já havia anunciado que será primeiro-ministro depois da posse de seu protegido Dmitry Medvedev.

Na Rússia, o premiê é subordinado ao presidente, e historicamente o cargo é ocupado por tecnocratas politicamente fracos. Putin, inclusive pela liderança partidária, será diferente.

O Rússia Unida conseguiu 315 das 450 vagas da Duma (Câmara dos Deputados) em dezembro passado, o que significa que tem a maioria qualificada de dois terços, suficiente para alterar a Constituição ou abrir um processo de impeachment contra o presidente.

“Putin não quer ser o que chamaríamos de um primeiro-ministro técnico na Rússia, uma pessoa que pode ser retirada em 30 segundos se o presidente desejar; ele quer ser um primeiro-ministro com sua própria base de poder”, disse à Reuters Alexei Pushkov, jornalista e professor de Relações Internacionais “Basicamente, Medvedev não poderá governar sem o aval de Putin”.

Putin ocupará por quatro anos o recém-criado cargo de presidente do partido, o que lhe dá garantias de controlar a Duma nesse período. A eleição dele, na véspera, se deu por unanimidade, em votação simbólica.

Medvedev disse a delegados que seria “prematura” sua adesão ao Rússia Unida, pois considera que uma vez no Kremlin precisará estar acima de partidos.

Putin e Medvedev ficaram muito amigos ao longo de quase 20 anos de trabalho em conjunto, mas diplomatas duvidam que eles consigam evitar disputas entre seus respectivos seguidores.

Reportagem de Guy Faulconbridge e Denis Dyomkin

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