CONSOLIDA-Pacote de resgate de Wall Street caminha para votação

domingo, 28 de setembro de 2008 17:48 BRT
 

Por Richard Cowan e Patrick Rucker

WASHINGTON, 28 de setembro (Reuters) - Os legisladores norte-americanos se preparavam para votar na segunda-feira po pacote de resgate de Wall Street de 700 bilhões de dólares para comprar papéis podres e estancar a crise financeira, enquanto a Europa lutava neste domingo para salvar dois bancos em dificuldades.

Com os mercados globais acompanhando cada movimento em Washington, um senador republicano disse que o pacote pode ser votado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado na segunda-feira.

Líderes dos dois partidos no Congresso disseram ter alcançado um acordo provisório no domingo, mas abundam dúvidas sobre o plano de resgate do sistema financeiro americano --que usaria fundos dos contribuintes para comprar dívidas imobiliárias ruins-- ser capaz de restabelecer a confiança nos mercados e evitar uma queda mais aguda.

Pouco mais cedo, o presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, Barney Frank, disse que a Câmara votará o pacote na segunda-feira, mas fontes disseram que no Senado a votação não sairia antes de quarta-feira.

O Senado enfrenta problemas mais complexos para aprová-lo. Os líderes precisam determinar se algum senador está considerando obstáculos processuais para desacelerar o processo. Além disso, um feriado judaico irá parar os trabalhos na segunda-feira e eles serão retomados apenas na terça-feira.

Os republicanos no Congresso, que rejeitam o uso de uma soma tão vasta de dinheiro público, pareciam cautelosos sobre o acordo, fazendo com que os mercados iniciem a semana na incerteza sobre a forma final do maior plano de emergência da história dos EUA.

Em um sinal da expansão da crise financeira, o grupo financeiro belga-holandês Fortis se vê diante de uma aquisição ou de uma quebra enquanto o presidente do Banco Central Europeu Jean-Claude Trichet tem encontros de emergência com legisladores belgas e holandeses para tentar resolver o problema.

Em Londres, os reguladores se preparavam para nacionalizar a empresa de hipotecas Bradford & Bingley e discutiam a venda de suas filiais e depósitos de poupança, disseram fontes do setor bancário familiarizadas com o assunto.   Continuação...