McCain e Obama trocam farpas por desocupação do Iraque

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 20:57 BRT
 

Por Andy Sullivan

TYLER, Estados Unidos (Reuters) - O republicano John McCain e o democrata Barack Obama travaram na quarta-feira uma possível prévia da eleição presidencial de novembro, discutindo se o Iraque se tornaria uma presa da Al Qaeda caso os EUA retirem suas tropas.

Enquanto isso, a pré-candidata Hillary Clinton, que depende de vitórias expressivas na terça-feira no Texas e em Ohio para salvar sua campanha, declarou-se animada depois do debate final contra Obama na noite de terça-feira em Cleveland (Ohio).

"O que me mantém otimista é o sucesso que tivemos até agora e as perspectivas que julgo haver para terça-feira. As pessoas têm simplesmente se juntado em torno da minha candidatura", disse ela no avião que a levou para um evento em Zanesville, Ohio.

Mas ela recebeu um novo golpe: o deputado John Lewis, líder do movimento norte-americano pelos direitos civis, retirou o apoio a Hillary e anunciou que votará em Obama na convenção de agosto.

"Algo está acontecendo na América", disse ele em nota. "As pessoas estão pressionando por um novo dia na política americana, e acho que elas vêem o senador Barack Obama como um símbolo dessa mudança."

Os senadores McCain e Obama já se tratam como virtuais candidatos, ignorando Hillary, e voltaram a discutir a respeito do Iraque, cuja ocupação por forças dos EUA completa cinco anos em março.

O impopular conflito é um dos principais temas da campanha. Os democratas defendem uma rápida retirada das tropas, o que segundo McCain seria uma forma de rendição e representaria uma vitória para os extremistas islâmicos.

McCain, cuja candidatura depende de bons resultados militares no Iraque, lançou ataques a Obama durante um encontro com eleitores no Texas, onde pretende selar sua candidatura pelo partido governista.   Continuação...