23 de Outubro de 2007 / às 01:30 / 10 anos atrás

CORREÇÃO-Árabes têm de apoiar conversa sem imposições--Israel

<p>A ministra de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores de Israel, Tzipi Livni, fala com a imprensa do lado de fora da c&acirc;mara do Conselho de Seguran&ccedil;a nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas, em Nova York. O mundo &aacute;rabe deveria estar apoiando -- e n&atilde;o impondo condi&ccedil;&otilde;es -- para o novo esfor&ccedil;o de paz no Oriente M&eacute;dio, disse &agrave; Assembl&eacute;ia Geral da ONU a ministra das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores de Israel, Tzipi Livni. Photo by Reuters (Handout)</p>

(Corrige matéria para esclarecer que se trata de ministra, não ministro israelense das Relações Exteriores)

Por Howard Goller

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O mundo árabe deveria estar apoiando -- e não impondo condições -- para o novo esforço de paz no Oriente Médio, disse na segunda-feira à Assembléia Geral da ONU a ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni.

Na semana passada, o chanceler saudita afirmou que Israel devia suspender a construção de assentamentos judaicos nos territórios ocupados para atrair os países árabes para a conferência de paz no Oriente Médio que acontece em novembro e é patrocinada pelos Estados Unidos.

"Num momento em que todos os lados correm riscos pela paz, queremos que a comunidade internacional e o mundo árabe e muçulmano ofereçam apoio, não estipulem condições", disse a chanceler de Israel na Assembléia Geral da ONU.

A conferência, que deve reunir autoridades israelenses, palestinas e árabes, provavelmente acontecerá na academia naval dos EUA, em Annapolis, no final de novembro, disse uma fonte norte-americana no domingo.

Trata-se do envolvimento mais significativo do governo Bush no processo de paz entre israelenses e palestinos depois do que críticos consideram sete anos de desprezo pela questão.

Questionada na segunda-feira sobre o pedido do príncipe Saud al-Faisal, ministro das Relações Exteriores saudita, pela moratória dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, Livni ficou relutante em comentar a questão.

"A última coisa que vou fazer é negociar com os palestinos através da imprensa", disse ela à Reuters. "Falo em termos de princípios, e então na sala de negociações poderemos encontrar um meio de resolver a questão."

As negociações de Annapolis serão principalmente entre Israel e os palestinos, mas Washington quer que outros países árabes, entre eles a Arábia Saudita, também participem, para permitir uma paz mais ampla.

Em entrevista à BBC transmitida na segunda-feira, o presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que seu país só vai participar da conferência de paz se a agenda também incluir a questão das Colinas do Golã, capturadas por Israel da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

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