Paquistão nega ter deportado repórter do NYT

sábado, 12 de janeiro de 2008 17:48 BRST
 

ISLAMABAD (Reuters) - Uma ONG ligada a jornalistas acusou o Paquistão de expulsar um repórter do New York Times que entrevistou líderes do Taliban e visitou a província do Baluquistão, na fronteira com o Afeganistão, mas o governo negou que ele tenha sido deportado.

O governo paquistanês afirmou que o repórter não foi expulso e que ele deixou o país por sua própria vontade.

O jornalista, Nicholas Schmidle, cuja reportagem foi veiculada na revista do NYT nesta semana, foi deportado na sexta-feira, informou a ONG Committee to Protect Journalists (CPJ).

"O artigo continha entrevistas com líderes anti-governistas do Taliban e foi escrita na província do Baluquistão, em sua capital, Quetta", disse a organização, sediada em Nova York.

A ONG citou Scott Malcomson, editor de Schmidle na revista, dizendo que não houve explicação para a deportação do jornalista. No entanto, disse ele, a deportação foi "claramente ligada ao que ele havia escrito mais do que qualquer outra coisa que ele tivesse feito."

Uma autoridade do ministério da informação disse que Schmidle não tinha visto de jornalista. "Ele tinha uma bolsa de estudos de dois anos aqui e visitou áreas sensíveis no Baluquistão sem permissão e fez a matéria. Ele não tinha visto de jornalista", afirmou a autoridade, sob a condição de anonimato.

"Inicialmente, uma ordem de deportação foi expedida para ele, mas depois foi retirada. Ele deixou o Paquistão porque quis", acrescentou.

A CPJ expressou preocupação sobre os crescentes ataques do governo do presidente Pervez Musharraf a jornalistas.

A mídia floresceu no país durante seu governo, mas violentas restrições foram impostas a ela depois que ele decretou estado de emergência em 3 de novembro passado.   Continuação...