Cristina Kirchner, a um passo da Presidência da Argentina

sexta-feira, 26 de outubro de 2007 15:17 BRST
 

(As leis argentinas proíbem a publicação e a divulgação de pesquisas e sondagens eleitorais 48 horas antes do início da votação e até o fim do sufrágio. Esta informação não pode ser publicada na Argentina)

Por César Illiano

BUENOS AIRES, 26 de outubro (Reuters) - Os argentinos darão a conclusão formal no domingo a um processo eleitoral que já parece há muito definido, e que deve transformar Cristina Fernández de Kirchner na primeira mulher eleita presidente da história do país.

Depois de uma campanha sem grandes emoções, diante da esmagadora vantagem que as pesquisas dão à primeira-dama, os eleitores colocarão no comando do país uma das principais assessoras políticas do atual presidente, o marido dela, Néstor Kirchner.

Como Kirchner gosta de dizer, seu governo começou com a Argentina afundada num inferno, com mais de 50 por cento da população na pobreza, milhares de pessoas catando comida no lixo nas ruas de Buenos Aires e o país sob moratória, com um sistema financeiro à beira do colapso.

Mas a forte retomada no consumo, na produção industrial e nas exportações agrícolas, depois da megadesvalorização da moeda, conseguiu reduzir o desemprego e a pobreza à metade, e o país embarcou numa bonança política que já dura quatro anos.

"Espero que ela continue fazendo a mesma coisa que ele", disse Rodrigo Rojas, um comerciante de 37 anos. "O país está de pé de novo graças a ele."

Espera-se que Cristina -- é assim que os argentinos se referem a ela -- mantenha a base econômica: o peso desvalorizado para incentivar as exportações, altos subsídios para manter o crescimento do consumo interno e uma disciplina fiscal ainda mais férrea que a de Kirchner.   Continuação...