23 de Outubro de 2007 / às 03:25 / 10 anos atrás

No Irã, Putin convida Ahmadinejad a visitar Moscou

<p>O presidente russo, Vladimir Putin, deixou claro a Washington que n&atilde;o aceita uma a&ccedil;&atilde;o militar contra o Ir&atilde;, e convenceu outros pa&iacute;ses a tamb&eacute;m rejeitarem o uso da regi&atilde;o como base para tais ataques. Foto de Mahmoud Ahmadinejad com Putin em Teer&atilde;, 16 de outubro. Photo by Morteza Nikoubazl</p>

Por Oleg Shchedrov e Parisa Hafezi

TEERÃ (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, deixou claro na terça-feira a Washington que não aceita uma ação militar contra o Irã, e convenceu outros países banhados pelo mar Cáspio a também rejeitarem o uso da região como base para tais ataques.

Além disso, Putin convidou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para visitar Moscou em data a ser acertada, segundo agências russas de notícias.

Antes, em comentários dirigidos aos EUA, Putin disse: "Não devemos nem pensar em usar a força na região. Precisamos concordar que usar o território de um [dos países do] mar Cáspio no caso de agressão contra outro [o Irã, também banhado pelo Cáspio] seria impossível", afirmou o presidente russo durante a cúpula regional com seus colegas de Irã, Azerbaijão, Cazaquistão e Turcomenistão, em Teerã.

O Ocidente acusa o Irã de desenvolver armas nucleares, embora a República Islâmica insista no caráter pacífico de seu programa atômico. Washington diz priorizar uma solução diplomática para o impasse, mas não descarta uma ação militar.

As declarações de Putin pareciam ter como alvo também a ex-república soviética do Azerbaijão, onde os militares norte-americanos andaram inspecionando pistas de pouso. O governo azeri nega que vá autorizar os EUA a usarem suas bases aéreas.

A declaração final da cúpula corrobora os apelos de Putin, dizendo que "sob nenhuma circunstância [os países cáspios] autorizarão [o uso de seus territórios] por terceiros países para lançar uma agressão ou outra ação militar contra qualquer dos Estados membros."

Os participantes também manifestaram apoio ao desenvolvimento pacífico da energia nuclear por parte de países signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, como é o caso do Irã.

Esta é a primeira viagem de um líder do Kremlin ao Irã desde 1943. Por ser um importante parceiro comercial e fornecedor de material nuclear a Teerã, considera-se que Moscou teria grande influência sobre o país, em nome de outras potências, para tentar controlar o programa nuclear iraniano.

A Rússia está construindo a primeira usina nuclear iraniana, na cidade portuária de Bushehr. A obra está atrasada -- por falta de pagamentos, segundo Moscou, embora Teerã diga que paga em dia e que os russos estão cedendo à pressão ocidental.

Putin disse à imprensa iraniana que não poderia dar garantias para a entrega de combustível nuclear, também atrasado, já que isso se deve a discussões acerca do contrato. De acordo com as agências russas, ambas as partes concordaram que a Rússia vai completar a obra "segundo o cronograma definido".

Reportagem adicional de Fredrik Dahl, Reza Derakhshi e Zahra Hosseinian

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