Enchentes castigam centro exportador da China

terça-feira, 17 de junho de 2008 09:18 BRT
 

Por John Ruwitch

SANSHUI, China (Reuters) - O centro industrial do extremo sul da China preparava-se na terça-feira para enfrentar as enchentes que já mataram 169 pessoas na região e somam-se à série de desastres naturais que atinge o país antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Autoridades da província de Guangdong, uma área vizinha de Hong Kong economicamente importante, de grandes dimensões e densamente povoada, avisou sobre o perigo de um "junho negro" no momento em que chuvas fortes e dois rios com excesso de água ameaçavam os diques de contenção, afirmou a agência de notícias Xinhua.

A grande quantidade de água que caiu sobre o sul da China nos últimos dez dias obrigou à retirada de 1,66 milhão de pessoas de suas casas, afirmou o Ministério dos Assuntos Civis. As perdas econômicas diretas somam 15 bilhões de iuans (2,2 bilhões de dólares).

A cifra de mortos diz respeito ao período iniciado com a temporada das enchentes, no começo do verão.

Guangdong prevê um novo alagamento na parte baixa do delta do rio Pérola, que abarca várias zonas industriais voltadas à exportação, entre as quais Foshan, Zhongshan e a capital da província, Guangzhou.

Na cidade de Sanshui, onde fábricas de plásticos ficam próximas de plantações de arroz, a água misturada à lama já chegava à janela de casas localizadas próximas aos rios.

Em Shilong, cidade localizada ainda mais a leste do delta, um agricultor de 64 anos que informou apenas seu primeiro nome, Liang, cuidava de uma pequena plantação de inhame, flor de lótus e outros vegetais às margens do rio.

"A água subiu até aqui", afirmou Liang, apontando para uma marca na parede do dique localizada cerca de 3 a 4 metros acima do nível da água. "E levou todos os meus repolhos."   Continuação...

 
<p>Um habitante de Zhangzhou, na China, percorre de barco rua inundada da cidade. O centro industrial do extremo sul da China preparava-se na ter&ccedil;a-feira para enfrentar as enchentes que j&aacute; mataram 169 pessoas na regi&atilde;o. Photo by Stringer Shanghai</p>