30 de Agosto de 2008 / às 22:10 / em 9 anos

Furacão Gustav próximo a Cuba sobe para categoria 4

Por Jeff Franks

HAVANA (Reuters) - O furacão Gustav se transformou em um temporal perigosamente poderoso com ventos de 230 quilômetros por hora próximo ao oeste de Cuba a caminho do Golfo do México e de Nova Orleans, que foi devastada por um furacão similar em 2005.

O Gustav causou destruição no Caribe e pode se tornar um temporal potencialmente catastrófico categoria 5, (na escala Saffir-Simpson, que mede a intensidade de furacões e vai até 5), antes ou depois de passar pelo oeste de Cuba, disse o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

O olho do furacão estava perto da Ilha da Juventude, cerca de 250 quilômetros da ponta ocidental de Cuba.

Milhares de pessoas se mudaram para abrigos em Cuba onde as autoridades disseram ter comida pronta para a distribuição e equipes médicas em alerta. As autoridades cubanas começaram a desocupar áreas baixas e prédios com perigo de desabamento em Havana.

O Gustav estava se movendo para o noroeste a 22 quilômetros por hora e deveria ir em direção ao Golfo do México, onde plataformas de petróleo em alto-mar produzem 25 por cento do petróleo dos Estados Unidos e 15 por cento do gás natural do país.

Várias empresas evacuaram as plataformas de produção de petróleo que operam no Golfo, entre elas a Petrobras, que produz cerca de 3 mil barris diários da commodity no campo de Cottonwood.

A previsão é de que o Gustav se aproximaria do centro de Louisiana como categoria 4 até terça-feira e com força igual ou maior do que o furacão Katrina há três anos, quando devastou Nova Orleans e matou 1.500 pessoas na costa norte-americana.

“Pura e simplesmente, a previsão é de que o Gustav seja um furacão grande e poderoso no Golfo do México, seguindo em direção à costa norte do Golfo,” disse Richard Knabb, um especialista em furacões do Centro National de Furacões norte-americano.

O Gustav deverá deixar 30 centímetros de chuva ao passar por Cuba.

Na província ocidental de Pinar del Rio, trabalhadores se apressaram para mover a colheita do famoso tabaco cubano para locais seguros.

Vôos nacionais em Cuba foram cancelados antes do temporal. Em Havana, moradores selavam janelas enquanto caminhões com auto-falantes passavam pelas ruas avisando residentes para se protegerem.

O temporal matou até 86 pessoas ao passar pela República Dominicana, Haiti e Jamaica. Nas Ilhas Cayman não houve registro de mortes.

Serviços de emergência dos Estados Unidos avisaram que o Gustav iria trazer ondas de 5 a 9 metros na costa do Golfo. Desocupações voluntárias começaram em regiões de quatro estados no caminho do furacão e autoridades locais em Nova Orleans disseram que iriam determinar a desocupação obrigatória a partir da manhã de domingo.

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