7 de Outubro de 2008 / às 17:20 / 9 anos atrás

Geddel assume campanha do PMDB em Salvador;Wagner promete reagir

SALVADOR, 7 de outubro (Reuters) - Quem define as alianças do PMDB para o segundo turno em Salvador é o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional). O anúncio foi feito pelo candidato do partido, João Henrique Carneiro, que delegou a seu patrono a decisão de costurar os acordos políticos para enfrentar Walter Pinheiro (PT), no próximo dia 26.

“O ministro Geddel está incumbido disto. Ele já está à frente desse processo de conversar com os prováveis aliados para o segundo turno”, disse o atual prefeito de Salvador e candidato a reeleição.

O anúncio indica que Geddel, que já está envolvido na campanha de João Henrique, terá participação ainda mais ativa na disputa eleitoral em Salvador.

No domingo João Henrique (PMDB) obteve 402.684 votos (30,97 por cento) e conquistou o direito de disputar o segundo turno com Walter Pinheiro (PT), que ficou com 390.933 votos (30,06 por cento). A diferença é de 11.751 votos.

Em suas primeiras entrevistas logo após as eleições, João Henrique afirmou que “espera do governador Jaques Wagner uma conduta de neutralidade”, o que significa manter distância da campanha do PT.

O governador, por sua vez já avisou: se o ministro participar da campanha do PMDB, ele vai envolver-se na mesma medida no apoio a Walter Pinheiro, e mobilizará outros ministros para que também ajudem o candidato petista em Salvador.

“Vou sugerir ao presidente Lula que nas cidades onde haja disputas entre PT e PMDB, os membros do governo fiquem eqüidistantes. Mas, se o ministro continuar a liderar, eu não vou ficar isento. Ou não sobe ninguém, ou sobe todo mundo. E não apenas eu e o ministro Geddel”, disse Jaques Wagner.

É certo que Geddel não pensa em arredar pé da campanha do PMDB. “O PT resolveu furar a fila e não apoiou o prefeito João Henrique. Diante disso, não temos atrelamento com o projeto do PT”, afirmou.

Esta troca de “advertências” antecipa um segundo turno tenso entre os dois partidos, que são aliados políticos nos planos estadual e federal.

No primeiro turno, as campanhas já tiveram um tom elevado, com acusações pessoais entre os dois candidatos. João Henrique e Pinheiro também disputaram na Justiça o direito de usar imagens e áudios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O TRE-BA entendeu que a exclusividade era do petista, mas a campanha peemedebista acabou desrespeitando a decisão.

“A questão, agora, é saber qual o tamanho da fratura”, avaliou um experiente político local, que preferiu se manter no anonimato.

Reportagem de Augusto Cesar Barrocas, Edição de Mair Pena Neto

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