Chávez chama Lula de "magnata do petróleo"

sexta-feira, 9 de novembro de 2007 16:46 BRST
 

SANTIAGO (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chamou na sexta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "magnata do petróleo", pela descoberta de um megacampo offshore, e propôs que os produtores da região adotem um mecanismo para vender petróleo bruto barato aos países mais pobres.

Chávez não perdeu tempo em incluir Lula no projeto, depois do anúncio de que o campo colocaria o Brasil entre os 10 países com as maiores reservas de petróleo do mundo.

"Lula, agora que é um magnata do petróleo, que tem tanto petróleo (...), como não criar um mecanismo de cooperação com países que não têm petróleo ou meios para pagar 100 dólares pelo barril", afirmou ele na Cúpula Ibero-Americana, que acontece no Chile.

A descoberta da Petrobras na camada pré-sal de um bloco na Bacia de Santos indicou um potencial entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo e gás, que elevariam as reservas brasileiras em 40 por cento.

Chávez estimou que o preço do barril do petróleo no mercado internacional continuará subindo. "Em uma semana teremos uma reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para tratar disso", afirmou, depois de mencionar que o preço do petróleo já beira os 100 dólares o barril e o da gasolina "pode chegar a 120." A Venezuela é o quinto maior produtor de petróleo do mundo.

Representantes da Opep, no entanto, já disseram que os altos preços devem-se a tensões políticas e à especulação, não à escassez no abastecimento, e por isso não consideram necessário um novo aporte na produção.

Na sexta-feira, o petróleo bruto era negociado a mais de 95 dólares o barril, impulsionado pela redução dos estoques pela proximidade do inverno no Hemisfério Norte e pela debilidade do dólar.

 
<p>O presidente venezuelano, Hugo Ch&aacute;vez (direita), chamou na sexta-feira o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva de 'magnata do petr&oacute;leo', pela descoberta de um megacampo offshore. Foto na C&uacute;pula Ibero-americana em Santiago, 9 de novembro. Photo by Ivan Alvarado</p>