Urnas abrem no Zimbábue, mas comparecimento é fraco

sexta-feira, 27 de junho de 2008 09:14 BRT
 

Por Cris Chinaka

HARARE (Reuters) - Os zimbabuanos votavam em pequeno número no segundo turno das eleições presidenciais, realizado na sexta-feira e do qual participa apenas o atual dirigente do país, Robert Mugabe.

O líder do Zimbábue ignora as pressões internacionais e os apelos feitos em nome do adiamento de uma votação descrita pelos opositores como uma fraude.

Mugabe, no poder há 28 anos, é o único candidato depois de Morgan Tsvangirai, líder da oposição, ter se retirado da disputa seis dias atrás por causa de atos de violência e de intimidação ocorridos com o apoio de forças governamentais.

Tsvangirai e seu partido, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), conclamaram os zimbabuanos a não votarem, mas disseram que os eleitores deveriam comparecer às urnas caso suas vidas corressem perigo.

"Independente do que venha a acontecer, não será reconhecido pelo mundo. Independente do que vocês sejam forçados a fazer, sabemos o que está em seus corações. Não arrisquem suas vidas. A vitória do povo pode ser adiada, mas não será negada", afirmou, em um comunicado.

O G8 --formado por EUA, França, Alemanha, Canadá, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia-- criticou o Zimbábue por seguir em frente com a eleição e os Estados Unidos disseram que buscarão impôr sanções ao país africano no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Mugabe votou ao lado da mulher em Highfield Township, nos arredores de Harare. Questionado sobre como se sentia, ele disse a jornalistas: "Muito bem, otimista, animado".

As urnas abriram pouco depois das 2h (horário de Brasília) e o comparecimento era fraco em vários locais de votação da capital do país, Harare, ao contrário do que ocorreu no pleito presidencial e parlamentar de março, quando havia filas desde as primeiras horas do dia. As urnas devem fechar às 14h (em Brasília).   Continuação...