Alta do preço dos combustíveis gera protestos na Ásia e Europa

terça-feira, 10 de junho de 2008 14:02 BRT
 

Por Ben Harding

MADRI (Reuters) - Manifestantes realizaram passeatas na Índia, na China e no Nepal, na terça-feira, devido aos altos preços dos combustíveis, ao passo que os espanhóis estocavam alimentos e gasolina, temendo um desabastecimento a ser eventualmente provocado por uma greve de motoristas de caminhão.

Os caminhoneiros sul-coreanos também ameaçaram entrar em greve, elevando as pressões sobre os governos asiáticos preocupados com evitar que o alto preço dos combustíveis quebre seus orçamentos e, de outro lado, que provoque ondas de instabilidade política.

A greve realizada pelos motoristas espanhóis, à qual os motoristas portugueses também aderiram, viu-se apoiada por manifestações ocorridas na região da fronteira com a França. Os consumidores reclamam do impacto do alto preço do petróleo, atualmente em um patamar recorde de mais de 139 dólares o barril.

O diesel subiu para 1,30 euro o litro (de 0,95 um ano atrás), colocando pressão sobre os países da União Européia (UE) para que ajudem profissionais como os caminhoneiros, taxistas, pescadores e agricultores.

Na Espanha, os carros faziam fila em postos de gasolina --40 por cento dos quais ficaram sem o produto na área mais atingida do país, a Catalunha-- enquanto o estoque de alimentos frescos dos supermercados começava a esgotar-se, afirmaram meios de comunicação espanhóis.

"Eu ouvi dizer que todos os postos estavam ficando sem gasolina, então eu vim aqui para encher o tanque. Do contrário, não vou conseguir chegar ao trabalho amanhã", disse um motorista de Madri que afirmou chamar-se Raúl.

Policiais em motos escoltaram alguns caminhões-tanque até os postos a fim de evitar as linhas de piquete e eventuais ataques. Na segunda-feira, alguns caminheiros furaram o pneu de veículos do tipo.

A empresa petrolífera Cepsa disse que 45 por cento de suas entregas não tinham conseguido ser realizadas devido aos bloqueios. Já a Repsol, maior empresa do setor na Espanha, afirmou que seus veículos circulavam de "forma relativamente tranquila".   Continuação...