Google e Yahoo adiam parceria em publicidade vinculada a buscas

segunda-feira, 6 de outubro de 2008 12:29 BRT
 

Por Diane Bartz

WASHINGTON, 6 de outubro (Reuters) - O Google (GOOG.O: Cotações) e o Yahoo (YHOO.O: Cotações) decidiram retardar a implementação de uma controvertida parceria quanto à publicidade vinculada a buscas, anunciou o Yahoo.

"As empresas concordaram quanto a retardar por breve prazo a implementação desse acordo para continuar as discussões em curso com o Departamento da Justiça (dos EUA)", anunciou o Yahoo em comunicado. "Mantivemos discussões com as autoridades regulatórias e estamos ansiosos por responder às questões delas sobre o acordo".

O Google divulgou comunicado semelhante.

"Quando anunciamos nosso acordo publicitário com o Yahoo, em junho, aceitamos adiar a implementação até outubro a fim de permitir que as autoridades regulatórias tivessem tempo de estudar os detalhes. Como ainda estamos conversando com o Departamento da Justiça, concordamos em adiar um pouco a implementação do acordo enquanto as discussões prosseguem", afirmou a companhia.

A implementação deve ser adiada por menos de um mês, disse uma fonte familiarizada com as discussões à Reuters. "Continuamos a planejar que o acordo entre em vigor em outubro", disse a fonte.

O acordo, que permite que o Google venda publicidade para ocupar certos espaços publicitários no Yahoo, não é popular com os anunciantes, que temem um aumento de preços. A participação do Google no mercado de publicidade vinculada a buscas cresceu para 63 por cento em agosto, enquanto a do Yahoo caiu a 19,6 por cento e a da Microsoft caiu a 8,3 por cento, de acordo com a comScore.

Bob Liodice, presidente da Association of National Advertisers, disse que sua organização desaprova o acordo. "Estamos gratos ao Yahoo e Google pelo adiamento", disse.

O Google utiliza um algoritmo que direciona aos consumidores os anúncios que o software da empresa vê como mais apropriados, fórmula que alguns anunciantes consideram misteriosa e incômoda.

O acordo de publicidade compartilhada anunciado em junho foi visto como um esforço para ajudar a rebater os esforços da Microsoft para adquirir o Yahoo, propiciando a este último 800 milhões de dólares anuais em receita adicional.