23 de Outubro de 2007 / às 01:53 / em 10 anos

No Brasil, Cristina Kirchner defende integração energética

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata Cristina Kirchner, favorita para ser eleita presidente da Argentina no dia 28, disse na terça-feira no Brasil que tratará com pragmatismo a relação do seu país com a Bolívia e a Venezuela, que ela considera “essenciais” para o abastecimento energético da região.

<p>A candidata Cristina Kirchner, favorita para ser eleita presidente da Argentina no dia 28, disse na ter&ccedil;a-feira no Brasil que tratar&aacute; com pragmatismo a rela&ccedil;&atilde;o do seu pa&iacute;s com a Bol&iacute;via e a Venezuela. Foto da senadora com o chanceler Celso Amorim, em Bras&iacute;lia, 3 de outubro. Photo by Jamil Bittar</p>

Cristina, atual senadora e primeira-dama, chegou ao Brasil num avião oficial e acompanhada dos ministros da Economia e das Relações Exteriores. Ela se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante almoço em Brasília e os dois trataram de temas como a integração da Venezuela e da Bolívia em um sólido bloco sul-americano.

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou o encontro de “extraordinário” pela concordância na necessidade de aumentar a integração com a Bolívia e Venezuela.

De acordo com Garcia, o único ponto fraco do almoço entre Cristina e Lula, no qual foi servido abadejo e camarões, foi a presença de “vinho brasileiro, não argentino”.

Após o almoço, a candidata presidencial argentina conversou com quinze representantes de grandes empresas brasileiras.

“Temos dois países na região grandes produtores de energia, que são Bolívia e fundamentalmente a Venezuela, e hoje conversávamos com o presidente Lula sobre a necessidade de poder articular esse processo de crescimento e sustentabilidade com um grande pragmatismo”, afirmou ela a empresários. Trata-se, segundo a candidata, de “fechar a equação energética da América do Sul”.

Entre os executivos que a ouviram na sede do Itamaraty estavam o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e representantes de empresas como Vale do Rio Doce e Embraer.

Cristina citou os problemas de abastecimento energético enfrentados pela Argentina por causa do forte crescimento da sua economia, e criticou a imprensa por manchetes supostamente “catastróficas” que antecipavam grandes apagões “que não se produziram”.

Ela acrescentou que o plano energético do governo de seu marido, Néstor Kirchner, permitirá um forte aumento da geração a partir de 2009.

A senadora defendeu também o modelo econômico vigente na Argentina, que definiu como “industrializador”, e assegurou que dará continuidade a ele se for eleita.

Por Guido Nejamkis

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