Bush não vai deixar sucessor de mãos atadas no Iraque, dizem EUA

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008 21:58 BRST
 

WASHINGTON, 24 de janeiro (Reuters) - O governo Bush não deixará o próximo presidente dos EUA de mãos atadas com um acordo sobre o futuro das relações do país com o Iraque, e esse tratado não vai estabelecer números de tropas norte-americanas, disse o Departamento de Estado na quinta-feira.

Parlamentares e pré-candidatos a presidente manifestaram preocupação de que o acordo poderia estabelecer uma presença militar norte-americana de longo prazo no Iraque.

"Se alguém está preocupado que este acordo de alguma forma ate as mãos dos futuros agentes políticos, simplesmente não é verdade," disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tom Casey, a jornalistas.

"É um acordo-marco básico para a normalização da relação", afirmou. "Não é algo que estabeleça níveis das forças, nem mínimos nem máximos, ou determine operações específicas. Essas obviamente são coisas determinadas pelos comandantes militares, e afinal de contas pelo presidente."

Quase cinco anos depois do início da ocupação, os EUA mantêm 158 mil militares no Iraque.

Casey disse que o acordo seria paralelo a um tratado sobre "status de forças", igual aos que os EUA mantêm com vários países, estabelecendo regras como sobre se um soldado norte-americano pode ou não ser julgado pelo país anfitrião.

As negociações com o Iraque para o tratado ainda não começaram, mas a meta, anunciada em novembro, é concluí-lo até o final de julho. O novo presidente dos EUA será eleito em novembro.

(Por Susan Cornwell)